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"É muito provável que estes indicadores continuem a degradar-se pelo menos até ao final do ano"

O carácter retardado do emprego bem como a actual conjuntura económica levam o economista da IMF (Informação de Mercados Financeiros), Filipe Garcia, a acreditar que os dados relativos ao desemprego se deverão continuar a degradar "pelo menos até ao final do ano". O mesmo economista antecipa uma taxa de desemprego perto de 9% para o final do ano.

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2009 às 14:43
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O carácter retardado do emprego bem como a actual conjuntura económica levam o economista da IMF (Informação de Mercados Financeiros), Filipe Garcia, a acreditar que os dados relativos ao desemprego se deverão continuar a degradar “pelo menos até ao final do ano”. O mesmo economista antecipa uma taxa de desemprego perto de 9% para o final do ano.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que a taxa de desemprego em Portugal atingiu 7,8% no quarto trimestre do ano passado, uma subida face aos 7,7% registados nos três meses anteriores, mas abaixo do máximo verificado em 2007.

“Os números reflectem o abrandamento da actividade económica e não surpreendem, estando integrados numa realidade que vai para além das fronteiras portuguesas”, adianta Filipe Garcia. A mesma fonte sublinha que “dado o carácter retardado do emprego, a situação económica actual e as previsões para a condição futura, é muito provável que estes indicadores continuem a degradar-se pelo menos até ao final do ano”.

Com a ressalva de que “prever um valor para o final do ano é pura futurologia”, Filipe Garcia avança que “pensamos que se poderá pensar numa taxa de desemprego perto de 9%, eventualmente acima”.

Filipe Garcia acrescenta que o governo português “deverá evitar cair na tentação de tentar inverter o ciclo económico" devido ao carácter dependente do exterior da economia nacional.

“Pensamos ser mais útil reunir esforços na busca conjunta com as entidades internacionais de soluções para a estabilização do sistema financeiro, minimizar os impactos sociais do aumento do aumento do desemprego e não contribuir para cenários de insolvência nas empresas”, conclui Filipe Garcia em comunicado.

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