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"Economist" prevê recuo nos preços

A "Economist Intelligence Unit" (EIU), que organiza na próxima segunda-feira uma conferência em Lisboa com a participação do primeiro-ministro, José Sócrates, converteu-se ontem na primeira instituição a fazer uma previsão de sinal negativo para a evolução média dos preços, ao antecipar uma deflação de 0,3% para o ano de 2009 - o que, a concretizar--se, será um facto inédito nos anais da economia portuguesa.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 16 de Janeiro de 2009 às 09:08
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A "Economist Intelligence Unit" (EIU), que organiza na próxima segunda-feira uma conferência em Lisboa com a participação do primeiro-ministro, José Sócrates, converteu-se ontem na primeira instituição a fazer uma previsão de sinal negativo para a evolução média dos preços, ao antecipar uma deflação de 0,3% para o ano de 2009 - o que, a concretizar--se, será um facto inédito nos anais da economia portuguesa.

O mais recente relatório sobre Portugal, a que o Negócios teve acesso, apresenta o cenário mais sombrio até agora traçado para o país, ao prever uma "recessão severa", com o PIB a recuar 2% e o desemprego a passar de 7,8% para 8,9%. Em consequência, o défice orçamental sofrerá um agravamento considerável, ao quase duplicar, de 2,4% para 4,5%. O recuo dos preços, ainda que "ligeiro", deverá ser acompanhado de uma inflação muito próxima do zero no conjunto dos países da Zona Euro.

Para 2010, o instituto de análise económica, associado à revista britânica "The Economist", antecipa que a economia permaneça em terreno negativo, ainda que com uma contracção muito ligeira de 0,1%. Já o desemprego, deverá voltar a agravar-se para 9,1%, o mesmo sucedendo ao défice, que passará para 4,8% do PIB, o que fará disparar a dívida pública para os valores mais altos da era da democracia: de 64,5% em 2008, a dívida passará para 69,1% neste ano, antes de chegar a uns inéditos 72,7%, prevê a EIU.



A acentuada degradação prevista para a situação económica portuguesa decorre do agravamento antecipado para a economia global, que, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, deverá sofrer uma contracção de 0,4%, com o EIU a esperar que a saída desta recessão seja historicamente lenta

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