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"Espero voltar à normalidade nas finanças públicas após a crise"

O ministro das Finanças disse hoje que o combate à crise exige um esforço orçamental adicional, mas assinalou que o Governo espera voltar à normalidade nas finanças públicas após a crise . As declarações de Teixeira dos Santos foram efectuadas no dia em que o INE reportou a Bruxelas um défice de 2,6% em 2008, acima do anteriormente previsto.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 12:16
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O ministro das Finanças disse hoje que o combate à crise exige um esforço orçamental adicional, mas assinalou que o Governo espera voltar “à normalidade nas finanças públicas após a crise”. As declarações de Teixeira dos Santos foram efectuadas no dia em que o INE reportou a Bruxelas um défice de 2,6% em 2008, acima do anteriormente previsto.

“Tivemos consciência, já em 2008, das dificuldades de um ano difícil, com os efeitos da crise nas finanças públicas portuguesas”, disse Teixeira dos Santos aos jornalistas, comentando o reporte do INE a Bruxelas.

As previsões que constam neste documento apontam para um défice de 3,9% do PIB em 2009 e um valor de 2,6% no ano passado, que é superior aos 2,2% anteriormente estimados.

“Assumimos um objectivo ambicioso [défice de 2,2% do PIB em 2008], para dar um sinal claro que o rigor das finanças públicas tinha que ser uma prioridade nas nossa políticas”, disse o ministro, afastando a ideia de o Governo ter sido optimista na estimativa para o défice do ano passado.

Teixeira dos Santos adiantou que os primeiros efeitos da crise, sobre na evolução das receitas públicas, fiscal e contributiva, ocorreram na parte final do ano passado, e também em Janeiro e Fevereiro, que são meses complementares da receita.

“A evolução da receita fiscal registou uma desaceleração acelerada”, disse o ministro esta manhã aos jornalistas, tendo sublinhado que as administrações locais registaram um “défice acima do que esperávamos”.

“Não vale a pena estarmos obcecados com projecções”

O ministro lembrou que a crise “exige um esforço orçamental que o país tem que enfrentar para resistir” e que as medidas para contrariar estes efeitos negativos “terão de ter incidência orçamental”

“Espero voltar à normalidade nas finanças públicas após a crise”, comentou Teixeira dos Santos, referindo que o objectivo do défice para 2009 “depende não só do que conseguimos controlar [a despesa], mas também de coisas que estão fora do nosso âmbito”, referindo-se à evolução da conjuntura económica.

Sustentou que “não vale a pena estarmos obcecados com projecções” e que a crise exige “um esforço orçamental necessário e comportável”.

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