Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

"Estou muito confiante" de que "podemos voltar" a reduzir o défice (act.)

Teixeira dos Santos diz ter "uma certa sensação de "deja vu"" quando pensa na necessidade de reduzir o défice orçamental. Mas diz-se "muito confiante", salientando a experiência e os resultados dos últimos anos.

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 12:13
  • Assine já 1€/1 mês
  • 7
  • ...
“Tenho uma certa sensação de ‘deja vu’. Já vivi isso há três, quatro anos e conseguimos. Por isso, estou muito confiante de que o podemos fazer outra vez”, afirmou o ministro das Finanças em entrevista à Reuters, em Hong Kong.

Teixeira dos Santos mostrou-se assim confiante na concretização dos objectivos de redução do défice orçamental estipulados até 2012. Portugal, que teve um défice superior a 9% em 2009, terá de o cortar para 7,3% do produto interno bruto (PIB) este ano e para 2,8% em 2012, tendo o próprio Executivo antecipado as suas metas de redução do défice um ano.

As primeiras estimativas apontavam para que o défice orçamental só descesse dos 3% em 2013.

Em declarações à Lusa, Teixeira dos Santos defendeu que "temos que nos concentrar no objectivo que definimos, acho que não vale a pena estar a especular sobre melhores ou piores resultados", considerando que desviar as nossas atenções e o nosso enfoque daquilo que deve ser o nosso objectivo central não nos ajudará".

Para o ministro, a questão do défice exige "uma vigilância apertada e contínua da execução orçamental nos meses que faltam até ao fim do ano" pelo que a preocupação do executivo "é assegurar que o objectivo de 7,3% do PIB é atingido".

Até Dezembro, Teixeira dos Santos promete "monitorizar a execução orçamental" e considerou mesmo a segunda metade do ano como a mais importante já que, recordou, as medidas de excepção foram aplicadas já no início de Julho.

"São meses decisivos porque as medidas que nós anunciamos e implementamos para redução do défice, e em particular do lado da despesa, são medidas que se vão fazer sentir na segunda parte do ano", disse.

Apesar de manter os objectivos definidos pelo Governo, Teixeira dos Santos não deixou de realçar que a execução orçamental do lado da despesa "tem vindo a denotar este esforço de controlo que tem vindo a ser feito, porque de Junho para Julho e de Julho para Agosto vemos que o crescimento da despesa tem vindo a ser menor, o que é um sinal que as coisas estão a correr conforme nós pretendemos".



Ver comentários
Outras Notícias