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"Há governos que acreditam que podem salvar empresas deitando dinheiro para cima delas"

O primeiro-ministro criticou a gestão que o PS fez na recuperação de empresas, salientando que a injecção de dinheiro não resolve os problemas.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2012 às 12:18
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Passos Coelho estava a falar do desemprego, para sublinhar que nenhum português se conforma com o nível do desemprego. Depois, para mostrar as diferenças entre o anterior executivo e o actual, Passos disse que “há governos que acreditam que podem salvar empresas deitando dinheiro para cima delas, e há outros que acham que é preciso que o Estado gaste menos para que empresas possam ter mais recursos”, salientou.

O primeiro-ministro recuperou a linha orientadora do nova lei das insolvências e do programa Revitalizar, para defender a actuação do seu executivo em acções que possam “acelerar a falência das empresas que não são viáveis mas ao mesmo tempo assegurar recuperação das que são viáveis”.

Esta intervenção do primeiro-ministro parecia indiciar uma crítica a casos concretos em que o anterior Governo investiu milhões de euros na manutenção das empresas, que depois acabaram por se declarar insolventes, sendo transformadas noutras empresas. São os casos da ex-Aerosoles e da Qimonda, por exemplo.

Quanto ao desemprego para este ano, primeiro-ministro mostrou estar convencido de que a tendência de aumento da taxa irá decrescer a partir de Julho. “A expectativa é que a transformação possa não ser suficiente para, ainda este ano, contornar a subida do desemprego, sim mas desacelerá-lo até final do ano para ficar na média que previmos”, que é de 13,4%.
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