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"Não é verdade que a maioria dos portugueses esteja contra a austeridade"

Governo só manterá capital da coesão social se a população portuguesa entender novas medidas de austeridade como "justas", acredita o gestor e político

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 15:22
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“Não é verdade que a maioria dos portugueses esteja contra a austeridade”, afirmou esta terça-feira António Pires de Lima, CEO da cervejeira Unicer. O também presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP, presente numa conferência em Lisboa, foi peremptório: “acho que o povo português é absolutamente extraordinário na maneira como tem aceite a austeridade” imposta no âmbito do resgate da troika (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

Este é um “capital que não se deve perder”, sublinhou. “Não é possível” desenvolver “um clima de coesão social se as medidas de ajustamento forem sentidas pelas pessoas como uma ofensa, uma violência e uma iniquidade”.

Na opinião do economista, o capital social só não se perde se as pessoas “perceberem que a austeridade é justa”.

É precisamente no campo da justiça, nomeadamente social, que residem “as maiores dúvidas” de Pires de Lima sobre as medidas apresentadas pelo Governo (de coligação PSD e CDS-PP) para a Taxa Social Única (TSU) em 2013, com redução para empregados em 5,7 pontos percentuais e subida para os trabalhadores, em sete pontos percentuais, na contribuição para a Segurança Social.

Não é a austeridade que está em causa, mas sim que tipo de austeridade
Atendendo aos dados já apresentados e que o défice este ano vai ficar entre 6% e 7% “é forçoso reconhecer que adicionais medidas de austeridade” serão precisas até 2014, reconheceu. “Não é essa a questão”, sublinhou., “mas que tipo de austerirade” será precisa.

Porque para as empresas, pelo menos para as que conhece, Pires de Lima identifica três problemas prioritários: “primeiro, financiamento da actividade; segundo, financiamento da actividade; terceiro, o custo desse financiamento quando existe” para algumas empresas.

Ao olhar para “bons exemplos” de empresas em Portugal, Pires de Lima vê que “a maioria delas” está mais assente em “boas práticas de gestão” do que propriamente uma prática de redução de custos laborais.

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