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"Não temos condições para viver em duodécimos"

O presidente do BES diz que era mau para o país se os partidos da oposição não se entendessem para aprovar o próximo Orçamento. Ricardo Salgado diz ainda que a lei laboral em Portugal é rígida e que Teixeira dos Santos vai ter que reduzir a despesa para cortar o défice, pois este está a cair apenas à custa das receitas.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 11:11
"Tem de haver aprovação do próximo Orçamento do Estado. Não temos condições para viver em duodécimos”, disse hoje Ricardo Salgado no Hora H, organizado pelo Negócios.

“Era mau para o país se os partidos da oposição não se entendessem para aprovar o próximo Orçamento”, afirmou o presidente do BES, comentando a aparente divergência entre PSD e PS nas questões chave do OE.

Reduzir a despesa

Para Ricardo Salgado, o Estado “tem um grande desafio pela frente, que é reduzir a despesa pública”, sendo que “até agora ainda não vi nada de concreto” neste sentido.

“Se o ministro das finanças, que eu considero o melhor desde que eu vim para Portugal, [quiser atingir os objectivos orçamentais] vai ter que apresentar reduções” da despesa, disse Ricardo Salgado, considerando que “até agora, o défice está a cair à custa do aumento das receitas”.

Lei do trabalho extremamente rígida

O presidente do BES comentou ainda a proposta de revisão constitucional apresentada pelo PSD.


“Temos uma lei do trabalho extremamente rígida. Mas estamos a assistir ao aumento do desemprego” e “isso deve-se à crise, mas fundamentalmente, ao facto de não sermos competitivos” e é por isso que “há empresas que saíram do país”. “É preciso fazer um aferimento das condições laborais para ver se há forma de a economia portuguesa ser mais competitiva”, adiantou.



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