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"O PSD não apagou rigorosamente nada" do relatório sobre as "secretas"

Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, garante que o PSD não apagou qualquer informação do relatório que apresentou sobre as "secretas" e sublinha a "irresponsabilidade grave" da fuga de informação sobre este tema.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 15:46
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Teresa Leal Coelho, que elaborou o relatório sobre as irregularidades nos serviços da República, garante que “o PSD não apagou rigorosamente nada” do relatório inicial, ao contrário do que hoje foi noticiado pela imprensa.

O “Público” diz que num primeiro relatório, de 28 de Outubro, foram identificados “indícios e lançam suspeitas de ligações” de Jorge Silva Carvalho [que, até finais de 2010, dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a “conluios de poder”, “pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações”. Entretanto o “Público” diz ter tido acesso a uma segunda versão, assim com o “Diário de Notícias”, já sem menções à maçonaria.

“O relatório foi elaborado por mim própria. Foi integralmente corroborado pelo Luis Montenegro”, líder da bancada parlamentar do PSD e que foi hoje ligado à Maçonaria através de uma notícia do “Expresso”. O semanário diz que Luís Montenegro (na foto) faz parte da loja Mozart, onde está o ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho, ao mesmo tempo que integra a comissão parlamentar que investigou as irregularidades nas secretas e que censurou as alusões negativas à maçonaria.

Teresa Leal Coelho garante que Luis Montenegro lhe pediu para que “fosse até às ultimas consequências. Que não escamoteasse nada.” A vice-presidente parlamentar social-democrata diz que elaborou o relatório “apoiada pelo Dr. Luis Montenegro, que tem demonstrado o maior rigor, isenção, apego ao Estado de direito democrático.”

A responsável destaca a gravidade da fuga de informação que houve da comissão, e realça que o facto de ser constituída por “cinco ou seis elementos” faz com que se possa “vir a verificar como se deu uma fuga de informação.”

Teresa Leal Coelho lamenta ainda o facto de o PS ter-se oposto a algumas propostas do PSD nesta matéria e considera que, “âmbito deste grupo de trabalho, senti algum incómodo por parte, sobretudo, do PS.”

A responsável garantiu assim que “não houve alterações” ao relatório.
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