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"Participação substancial dos privados é uma condição da Holanda" na ajuda à Grécia

O ministro das Finanças da Holanda adiantou esta segunda-feira que a participação dos privados é uma condição para que o país participe num segundo pacote de ajuda à Grécia.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 15:41
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Em declarações aos jornalistas antes do encontro dos ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo), em Bruxelas, citadas pela Bloomberg, Jan Kees de Jager, anunciou que uma “participação substancial do sector privado é uma condição para a Holanda” participar numa segunda ajuda a Atenas.

Quando questionado sobre a notícia avançada ontem pelo jornal alemão “Die Welt” que escrevia que o Banco Central Europeu (BCE), estava a tentar duplicar a dotação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), o responsável holandês sublinhou que, “a saída para esta crise não é aumentar a dotação do Fundo, mas os países implementarem mais reformas orçamentais e económicas”, segundo a agência de informação norte-americana.

Quanto à uma participação “voluntária” por parte dos privados no segundo pacote de ajuda à Grécia responsável diz que será encarada pelas agências de notação financeiras como “involuntária”, mas “por um período curto de tempo”.

Reescalonamento voluntário

Também em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, o ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynders, adiantou que o debate sobre a participação dos investidores privados na nova ajuda à Grécia mantém-se na base de um reescalonamento (rollover) com um cariz voluntário.“Nós temos hoje de encontrar algumas orientações sobre a participação do sector privado e uma solução para a Grécia”, frisou Reynders, citado pela Bloomberg.

Não descartando outras opções com vista a uma ajuda à Grécia, o responsável belga sublinhou que a primeira opção será o reescalonamento. “ Nós queremos encontrar uma solução e a primeira é o reescalonamento” mas “vamos apreciar todas as propostas”, acrescentou.

Itália – o próximo a ceder?

Os mercados estão a começar a apostar que a Itália será o próximo "alvo" e que terá de recorrer a uma ajuda financeira externa. E apesar da Alemanha e da Espanha já se terem demonstrado publicamente a sua confiança em Roma, os juros da dívida italina estão a disparar para máximos e a bolsa está a afundar.

O certo é que, para os principais dirigentes da Zona Euro, o dia começou cedo, com um pequeno-almoço de trabalho que, ao que tudo indica, tinha também como pano de fundo a situação italiana.

Oficialmente e de acordo com o porta-voz de Herman Van Rompuy, o encontro entre o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn e o próprio presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy destinava-se a uma “coordenação de posições” quanto à situação grega e não de “uma reunião de crise”, de acordo com a agência Lusa.
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