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"Se não estivéssemos no Euro estaríamos como a Islândia"

O secretário de Estado do Orçamento admite que Portugal possa ser alvo de maior pressão à medida que a situação na Grécia normaliza. "Isso pode acontecer mecanicamente", referiu Emanuel dos Santos, em declarações à TSF. "O apetite dos mercados não desaparece e há sempre tentações para atingir outros países", justificou.

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O secretário de Estado do Orçamento admite que Portugal possa ser alvo de maior pressão à medida que a situação na Grécia normaliza. “Isso pode acontecer mecanicamente”, referiu Emanuel dos Santos, em declarações à TSF. “O apetite dos mercados não desaparece e há sempre tentações para atingir outros países”, justificou.

“Mas atenção: não estamos sozinhos. Se estivéssemos como estivemos no século passado, antes de aderirmos ao euro, a nossa situação era muito frágil, com toda a franqueza. Estávamos como a Islândia, que como sabe teve uma situação de falência”, acrescentou o secretário de Estado do Orçamento.

Emanuel dos Santos afirma que alguns economistas americanos “resolveram mal o sucesso do Euro” e aproveitam agora as fragilidades conjunturais da economia para se oporem à moeda única, que concorre com o dólar.

O secretário de Estado do orçamento reagia às declarações de Simon Johnson, que em entrevista hoje publicada no Negócios acusou o Governo português de estar “em fase de negação”. O ex-economista-chefe do FMI considera que Portugal será “empurrado” a fazer um ajustamento orçamental superior e considera que o País deveria ter pronto um pacote de financiamento externo.

“O objectivo dos mercados é o lucro, é conseguirem margens mais elevadas”, afirmou Emanuel dos Santos. “E portanto se a Grécia não lhes chega eles preparam-se para tentar colar à Grécia situações que não são iguais à Grécia para tirarem partido dos spreads mais elevados. Isto é indesmentível”, acrescentou.

O Governo afirma que os economistas do FMI rejeitam a comparação feita por Simon Johnson. O Ministério das Finanças defende que não é necessário acelerar o processo de consolidação orçamental, além do que já prevê o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

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