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"Só uma atitude muito irresponsável levaria o Governo a abandonar o TGV

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que só uma atitude muito irresponsável levaria o actual Governo a abandonar o projecto português de alta velocidade ferroviária.

Negócios com Lusa 18 de Fevereiro de 2009 às 20:33
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O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que só uma atitude muito irresponsável levaria o actual Governo a abandonar o projecto português de alta velocidade ferroviária.

"É verdade que vivemos uma crise económica e financeira sem precedentes à escala global, mas é precisamente nestes momentos que mais se exige dos dirigentes governativos uma atitude responsável que permita tomar decisões que minimizem o impacto da crise, mas que seja também a mola impulsionadora de um futuro melhor", afirmou Mário Lino, na sessão de encerramento da conferência "Iberian Rail Development 2009", que terminou hoje, em Lisboa.

Segundo o titular da pasta das Obras Públicas, trata-se de "um investimento público que se insere claramente na estratégia do Governo no combate à crise".

"Só uma atitude muito irresponsável levaria o Governo a não prosseguir com este projecto [alta velocidade ferroviária]", considerou o ministro.

No final da sua intervenção, e questionado sobre as críticas da oposição aos projectos de investimento do Governo em grandes obras públicas, Mário Lino sustentou não haver qualquer razão para "ficarmos paralisados".

"Só quem não tem uma visão estratégica, como é o caso da oposição", disse, lembrando a época em que Durão Barroso era ainda primeiro-ministro e se referia à situação económica portuguesa dizendo que "o país estava de tanga".

"O Governo não está a inventar a roda, mas a dar continuidade a projectos de outros governos e que trará benefícios para o país", argumentou Mário Lino.

O investimento global previsto para o projecto português de alta velocidade ferroviária ascende a 8,2 mil milhões de euros.

O projecto será financiado em 36 por cento pelo Estado, em 45 por cento por investidores privados e em 19 por cento por fundos comunitários.

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