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"Spreads" da dívida pública na Europa disparam para recorde

O diferencial entre os juros das obrigações dos países europeus atingiu níveis recorde, depois da Moody’s ter alertado que pode cortar os "ratings" dos bancos da região mais expostos às economias de leste. As "yields" das obrigações do tesouro portuguesas situam-se hoje 161 pontos base acima das "bunds" alemãs.

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2009 às 10:40
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O diferencial entre os juros das obrigações dos países europeus atingiu níveis recorde, depois da Moody’s ter alertado que pode cortar os “ratings” dos bancos da região mais expostos às economias de leste. As “yields” das obrigações do tesouro portuguesas situam-se hoje 161 pontos base acima das “bunds” alemãs.

A Moody’s alertou hoje que pode rever em baixa os “ratings” dos bancos da Europa ocidental que estão mais expostos à economia da Europa de leste, devido à deterioração das condições económicas nesta região.

Entre os banco portugueses, o Banco Comercial Português (BCP) é um dos que está exposto a esta região, estando a sofrer uma forte quebra em bolsa na sessão de hoje. Os títulos caem 7,35% para 0,72 euros.

O risco dos países que contam com maior presença nas economias da Europa de Leste disparou, elevando o “spread” da dívida pública para níveis recorde. A diferença entre o juro da dívida a 10 anos pago pela Alemanha e a Áustria atingiu hoje 129 pontos base, o nível mais elevado de sempre.

Na semana passada esta “spread” situava-se nos 88 pontos base e em média, nos últimos 10 anos, era de 15 pontos base.

Mas não é só na Áustria que este diferencial está a aumentar, uma tendência que mostra que os investidores estão a procurar refugio junto de activos com menor risco, como é o caso da dívida alemã.

As “bunds” a 10 anos negoceiam hoje com uma “yield” de 3,01%, contra os 4,623% das obrigações do tesouro (OT) a 10 anos. O diferencial da dívida portuguesa face à alemã acentuou-se desde que a S&P cortou o “rating” da República Portuguesa.

A “yield” das obrigações gregas situa-se hoje nos 5,98%, com o diferencial face às “bunds” a atingir o valor mais elevado em dez anos. A "yield" da dívida pública italiana atingiu, hoje, yum novo máximo de 11 anos.







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