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Rajoy: "Não há dinheiro para pagar os serviços públicos"

Mariano Rajoy, chefe do Executivo espanhol, justificou assim o corte de 10 mil milhões de euros na saúde e educação: "não há dinheiro para pagar serviços públicos". E fê-lo numa visita à Colômbia, onde se alojou num hotel de três estrelas.

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 10:35
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O Conselho de Ministros espanhol aprova hoje as medidas na saúde e educação que têm a intenção de poupar 10 mil milhões de euros. Ontem, Mariano Rajoy justificou os cortes nestas áreas com o argumento de que "não há dinheiro para atender ao pagamento dos serviços públicos".

"Gastámos muitíssimo nos anos passados", argumentou numa conferência de imprensa realizada em Bogotá, capital da Colômbia, onde se encontra.

Ainda assim, acrescentou, citado pelo "El Mundo", que "Espanha tem serviços públicos muito bons", sendo "objectivo fundamental, mantê-los e melhorá-los no futuro". Deu como exemplo o caso de um aluno que abandona a universidade que representa um custo "enorme" para o resto dos espanhóis.

Reconhecendo que é "duro" pedir "um esforço" aos espanhóis, Rajoy deixou claro que "é necessário e imprescindível".

Mariano Rajoy encontra-se por estes dias na América Latina. Primeiro foi ao México, agora à Colômbia e, segundo o "El Mundo", escolheu um hotel, da cadeia espanhola NH, equivalente a um três estrelas. O "El Mundo" acrescenta que é um alojamento "sóbrio e confortável". Além disso, acrescenta, viajou com uma equipa mínima.

E perante alguns empresários, salientou a estabilidade jurídica e política da Colômbia. Espanha é o terceiro maior investidor estrangeiro na Colômbia. Os elogios a este país também são recados à Argentina que esta semana avançou com o processo de nacionalização da posição da Repsol na YPF. E ouviu o que quis do presidente colombiano, Juan Manuel Santos: "Nós não expropriamos". Mais tarde, na conferência de imprensa, ainda que a Repsol está na Colômbia e que vai fazer uma grande exploração com a Ecopetrol, companhia estatal de gás. "Somos amigos do investimento estrangeiro".

Também hoje irá a Conselho de Ministros as medidas que Espanha pretende tomar face à intervenção argentina.
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