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Recuo da inflação tenderá a ser passageiro, diz BCE

A taxa de inflação na Zona Euro voltou a recuar no início deste ano, ao passar de 1,9% em Dezembro para 1,8% em Janeiro, de acordo com dados hoje divulgados pelo Eurostat. Mas isso nã deverá ser suficiente para travar uma nova subida dos juros.

Negócios 28 de Fevereiro de 2007 às 12:43
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A taxa de inflação na Zona Euro voltou a recuar no início deste ano, ao passar de 1,9% em Dezembro para 1,8% em Janeiro, de acordo com dados hoje divulgados pelo Eurostat, que revêem em baixa, em uma décima, os valores provisórios anteriormente divulgados.

A desaceleração do crescimento dos preços arrisca-se, no entanto, a ser passageira, e não deverá comprometer o cenário, que está a ser já descontado pelos analistas, de uma nova subida das taxas de juro, de 3,5% para 3,75%, possivelmente em Março.

É pelo menos nesse sentido que se voltou a expressar um dos mais influentes membros da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE). Em entrevista hoje ao jornal alemão Die Welt, Jürgen Stark sublinha ser ainda cedo para tirar conclusões definitivas sobre os aumentos salariais e que esta variável, associada à pressão que se continua a observar sobre os preços da energia e à própria dinâmica de crescimento da economia, tenderá a alimentar as pressões inflacionistas.

"As negociações salariais apenas começaram", frisa Stark, ao acrescentar que "os preços persistentemente elevados da energia começam a revelar o seu impacto sobre os bens de consumo", ao mesmo tempo que "as empresas vêm maior espaço de manobra para aumentar os preços por causa da situação económica positiva".

O BCE considera cumprida a sua primeira missão de controlar os preços quando a inflação se mantém "abaixo mas perto de 2%". Tentando convencer o BCE a não voltar a endurecer a política monetária, os ministros das Finanças da Zona Euro discutiram esta semana um relatório da Comissão Europeia segundo o qual a evolução das negociações salariais na Europa não está a fazer perigar a inflação.

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