Economia Reduzir o consumo de tabaco é uma das estratégias contra a hipertensão

Reduzir o consumo de tabaco é uma das estratégias contra a hipertensão

A principal causa de morte em Portugal continua a ser a doença cardiovascular que tem na hipertensão arterial um factor de alto risco. Por isso, o Governo quer hábitos de vida mais saudáveis e respostas mais eficazes.
Reduzir o consumo de tabaco é uma das estratégias contra a hipertensão
Reuters
Liliana Borges 25 de fevereiro de 2016 às 20:04

A hipertensão arterial (HTA) "continua a ser o mais prevalecente e importante factor de risco para as doenças cérebro-cardiovasculares em todo o mundo". Um importante dado a ter em conta quando olhamos para o número de doentes em Portugal. Em 2013, por exemplo, cerca de três a cada dez utentes com idade igual ou superior a 18 anos (e que viram a sua pressão arterial medida pelo menos duas vezes) foram diagnosticados com hipertensão arterial.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira, 25 de Fevereiro, pela Direcção-geral da Saúde, no relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) "Portugal - Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015".

As informações recolhidas mostram que o Alentejo é a zona com mais doentes diagnosticados com hipertensão arterial. Só nesta região, foram identificados 66,2% dos utentes com prevalência de HTA.

Combater a hipertensão arterial é por isso uma das prioridades anunciadas pelo Ministério da Saúde, que defende um reforço de "programas dedicados à adopção de estilos de vida e alimentação saudáveis ou que estão vocacionados ao combate de factores de risco modificáveis como o Tabagismo e a Diabetes". 

Admissões não são sinónimo de tratamento


O relatório destaca que importa também olhar para o número de admissões das vias verdes em acidentes cardio-vasculares (AVC), um sistema que visa encaminhar os doentes de uma forma rápida e sem paragens intermédias para as unidades de saúde com tratamento específico. De 2013 para 2014 houve uma diminuição do número de admissões das vias verdes em relação ao total de admissões nas unidades de AVC, de 47,3% para 43,38%.


A região onde se registou o maior número de admissões por via verde foi o Alentejo, seguido pelo Centro, o Algarve, o Norte e por Lisboa e Vale do Tejo. Não obstante, apesar de o Alentejo se destacar como região que regista o aumento de admissões em unidades de AVC, através de vias verdes, a resposta não acompanha o número de utentes, pode ler-se no documento.

Um dos problemas apontados é o baixo número de tratamentos de fibrinólise, um tratamento que desagrega coágulos sanguíneos, quando comparado com o número de admissões de doentes. Além disso, nota-se também a influência da comparticipação dos medicamentos nos dados do consumo, sendo que o relatório sublinha a importância na análise aos consumos farmacológicos e de dispositivos médicos são fundamentais como ferramenta essencial para análises comparativas e subsequente acompanhamento.


A Direcção-geral da Saúde alerta várias vezes no relatório que "existem assimetrias regionais manifestas" e que por isso se impõe "uma actualização das condições de funcionamento das unidades de AVC e respectiva hierarquização para efeitos de referência".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI