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Rehn: Europa deve preparar-se para ajudar Portugal a regressar aos mercados (act.)

Comissário fala de "ponte", numa provável alusão a um empréstimo extra ou à dilatação do prazo de maturidade de obrigações que se vencem em 2013, ano em que Portugal terá, à partida, de começar a financiar-se por si próprio.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 04 de Abril de 2012 às 10:23
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Os parceiros da Zona Euro têm recorrentemente assegurado a Portugal que, caso não consiga regressar aos mercados em 2013, estarão na disposição de continuar a fornecer assistência financeira, desde que o país cumpra a sua parte, reduzindo designadamente o défice para os valores acordados com a troika.

Hoje, o comissário europeu dos Assuntos Económicos disse abertamente ter chegado o tempo de a Europa se preparar para essa eventualidade.

“Seria aconselhável a União Europeia estar preparada para a necessidade de construir algum tipo de ponte para o momento em que Portugal regressar aos mercados”, afirmou Olli Rehn , em declarações citadas pela Reuters.

Embora não tenha concretizado o que tem em mente, Rehn precisou que a situação em Portugal não é comparável à da Grécia, que teve de receber um segundo pacote de empréstimos para assegurar integralmente o financiamento do país até 2015.

“Portugal não é a Grécia em muitos aspectos”, acrescentou o comissário, frisando que os decisores políticos da União Europeia comprometeram-se em fazer da Grécia um “caso especial" e que credores de nenhum outro país do euro serão confrontados com renegociação de dívida.

Essa ajuda “ponte” a Portugal tenderá, assim, a ser mais limitada, no tempo, no valor e nos parceiros envolvidos (Rehn referiu-se apenas à UE, e não ao FMI), e poderá revestir-se de várias formas, designadamente numa extensão do empréstimo externo, eventualmente destinado à recompra de obrigações que estejam em cima do prazo de vencimento, aliviando as necessidades de financiamento de 2013, ano em que se prevê que o país recomeçe a financiar-se fundamentalmente pelos seus próprios meios.



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