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Rehn: "Próximos três dias vão ser cruciais" para o futuro da Grécia

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários disse ainda que as negociações entre credores privados e autoridades gregas estão na recta final sublinhando que um acordo está "muito próximo".

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 13:34
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Em Davos no Fórum Económico Mundial, Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários assegurou que “os próximos três dias vão ser cruciais" para o futuro da Grécia, citado pela Bloomberg.

Olli Rehn sustentou ainda que: “estamos praticamente a fechar o acordo entre o Governo grego e o sector privado sobre o envolvimento do sector privado [no “perdão” da dívida da Grécia]. De preferência, ainda em Janeiro em vez de Fevereiro ”.

Da mesma opinião é o ministro das Finanças da França. François Baroin, também presente em Davos e citado pela Bloomberg, disse estar confiante que o acordo está próximo. E apontou mesmo o próximo Domingo como o dia em que o acordo vai ser alcançado.

Um acordo entre a Grécia e os privados é vital para o país. É que sem este acordo dificilmente Atenas vai receber o segundo pacote de assistência financeira e sem esta nova ajuda a sobrevivência do país, no euro, está em risco. Durante esta semana, surgiram vozes que apontaram que para além dos privados também os bancos centrais, e hoje Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, apontou que também alguns Estados que possuam dívida helénica poderão ter de participar neste esforço e “perdoar” parte da dívida da Grécia.

Também esta sexta-feira, Christine Lagarde, directora-geral do FMI – presente também em Davos – sustentou que a instituição que lidera não está optimista em relação ao que tem sido feito na Grécia. Porém, salientou que tudo tem de ser feito para evitar um incumprimento do país.

O valor do “haircut” pode ser um dos pontos de discórdia nas negociações. Em Outubro, na Cimeira Europeia, os líderes europeus tinham acordado que os credores iriam “perdoar” 50% da dívida helénica. Contudo, e apesar de não haver confirmação oficial, vários relatos apontam que este “perdão” terá de ser superior a 70% da dívida do país.

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