Europa Reino Unido tem 30 mil milhões para responder ao coronavírus

Reino Unido tem 30 mil milhões para responder ao coronavírus

Na apresentação do orçamento para este ano, o ministro britânico das Finanças anunciou um pacote de estímulos económicos de 30 mil milhões de libras para contrabalançar os efeitos negativos do coronavírus. Rishi Sunak revelou ainda um programa de investimentos a cinco anos de 170 mil milhões.
Reino Unido tem 30 mil milhões para responder ao coronavírus
Reuters
David Santiago 11 de março de 2020 às 13:43

O Reino Unido quer responder em força às consequências económicas do coronavírus e, nesse sentido, o ministro britânico das Finanças, Rishi Sunak, revelou esta quarta-feira um pacote de estímulos económicos no valor de 30 mil milhões de libras (34,4 mil milhões de euros).

Na apresentação do orçamento para este ano, Sunak sustentou que estes estímulos orçamentais representam "uma das mais abrangentes respostas económicas" já decididas por um governo em "qualquer parte do mundo".

Para além do valor previsto para apoiar a economia, o governante disse que o executivo conservador chefiado por Boris Johnson colocou 5 mil milhões de libras (5,7 mil milhões de euros) de lado para ajudar o serviço de saúde britânico (NHS) a responder ao novo vírus chinês.

Sunak garantiu ainda que poderá alocar mais dinheiro para o NHS se se revelar necessário e que os custos das empresas com trabalhadores que tenham de ficar em casa até 14 dias serão compensados pelo governo.

Para além destes anúncios, o responsável pelo Tesouro britânico anunciou também um programa de investimentos a cinco anos no valor de 170 mil milhões de libras (195 mil milhões de euros), o qual Sunak garante incrementar o crescimento económico em cerca de 0,5% do produto interno bruto (PIB) e elevar a produtividade em 2,5% no longo prazo.

O governante disse prever que a taxa de inflação em 2020 se fixe nos 1,4%, aumentando para 1,8% em 2021 e mantendo-se depois em torno da meta dos 2%. Entre as medidas hoje conhecidas no Reino Unido para mitigar as consequências económicas da epidemia do Covid-19, o Banco de Inglaterra (BoE) anunciou um corte de 50 pontos base para 0,25% nos juros diretores.




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