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Reino Unido: Carlos Jalali destaca vitória dos conservadores e dos nacionalistas Escoceses

A vitória dos Conservadores nas legislativas de quinta-feira no Reino Unido e o "resultado absolutamente avassalador" dos nacionalistas escoceses foram os factos destacados pelo politólogo Carlos Jalali, em declarações à agência Lusa.

Bloomberg
Lusa 08 de Maio de 2015 às 00:46
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"A confirmarem-se estes resultados, temos como claros vencedores os Conservadores que, com 316 mandatos, sobem em relação às últimas eleições", disse Carlos Jalali, que destacou ainda o facto do Partido Nacionalista Escocês (SNP) ser outro dos "grandes vencedores" ao ganhar 58 dos 59 mandatos na Escócia.

 

"Depois de um resultado igualmente esmagador nas últimas eleições regionais escocesas, o SNP repete o êxito "a nível das legislativas, o que é um feito sem precedentes", reforçou o politólogo.

 

Outro facto a destacar nestas eleições foi a "queda brutal" dos Liberais Democratas, que viram o seu número de deputados descer de 57 para 10, a confirmar-se o resultado da sondagem à boca das urnas. "É uma quebra brutal. Embora possam manter-se na coligação, serão um partido muito enfraquecido", acrescentou o também docente da Universidade de Aveiro.

 

Relativamente aos trabalhistas, que deverão eleger 239 deputados, Carlos Jalali salientou tratar-se de um resultado "substancialmente menos positivo". "Sobretudo quando contrastando com as sondagens dos últimos dias, que colocavam os dois partidos praticamente com a mesma intenção de voto e, nalguns casos, os trabalhistas à frente dos conservadores", liderados por David Cameron, frisou.

 

Carlos Jalali acredita que no caso de se confirmarem os resultados da sondagem à boca das urnas, e estando os Conservadores dentro da margem de erro de 10 mandatos para obterem uma maioria absoluta, "podem consegui-la apenas com mais sete ou oito deputados, já que o Sinn Féin, partido da Irlanda do Norte, não vem ocupar os seus lugares no Parlamento britânico, o que faz com que o número de mandatos para conseguir maioria absoluta não seja de 326 mas de 323, mais ou menos".

 

E, mesmo que não tenha maioria absoluta, "David Cameron tem agora mais opções do que tinha há cinco anos, pois possui uma base parlamentar suficiente para pensar num Governo minoritário mas com um nível razoável de estabilidade e manter uma coligação com os liberais-democratas, podendo ainda recorrer aos partidos da Irlanda do Norte para compor número", declarou.

 

Se obtiver a maioria absoluta, Cameron consegue "um resultado francamente positivo num contexto em que todos pensavam que este parlamento iria gerar um elevado grau de incerteza".

 

Como consequência destes resultados, "podemos vir a ter referendos importantes para o futuro da Europa e do próprio Reino Unido", salientou à agência Lusa, lembrando que "Cameron tinha como promessa eleitoral referendar a presença do Reino Unido na União Europeia".

 

"Além disso, os votos dos nacionalistas escoceses reabrem, potencialmente, o debate em torno de um referendo sobre a independência da Escócia, ainda que o mesmo não deva ter lugar nesta legislatura", adiantou.

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