África Remessas de portugueses em Angola caíram 9,8% em Fevereiro para 19 milhões

Remessas de portugueses em Angola caíram 9,8% em Fevereiro para 19 milhões

A tendência de queda não é só de Angola, já que os portugueses residentes no estrangeiro enviam menos dinheiro para Portugal. Neste caos, as quedas percentuais são quase o dobro das verificadas nas remessas de Luanda para Lisboa.
Remessas de portugueses em Angola caíram 9,8% em Fevereiro para 19 milhões
Reuters
Lusa 20 de abril de 2016 às 15:34
As remessas de Fevereiro dos portugueses a trabalhar em Angola caíram 9,8%, para 19,08 milhões de euros, ao passo que as verbas enviadas pelos angolanos em Portugal aumentaram 27,6%, para 1,8 milhões de euros.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, já disponível no site estatístico do regulador, os angolanos a trabalhar em Portugal enviaram mais 400 mil euros em Fevereiro deste ano face às verbas que tinham enviado em Fevereiro do ano passado.

No total, as remessas dos emigrantes portugueses no estrangeiro caíram para 213,9 milhões de euros em Fevereiro deste ano, o que representa uma quebra de 18,5% face aos 262,4 milhões de euros enviados em Fevereiro de 2015.

As verbas enviadas pelos trabalhadores estrangeiros em Portugal caíram 2,4% em Fevereiro deste ano face ao período homólogo de 2015, tendo passado de 39,3 milhões para 38,3 milhões de euros.

Olhando apenas para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), verifica-se a manutenção da tendência de redução no envio de verbas dos portugueses para Portugal, ao passo que as remessas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal aumentaram.

Assim, os portugueses nos PALOP enviaram 19,8 milhões de euros em Fevereiro, o que representa uma descida de 9,8% face ao mesmo mês de 2015, quando tinham enviado mais de 22 milhões para o seu país de origem.

Os estrangeiros em Portugal, por seu lado, enviaram 4,2 milhões de euros, o que, face aos 3,6 milhões enviados em Fevereiro de 2015, denota uma subida de 15,1%.

Como é habitual, os dados do Banco de Portugal só contemplam, entre os PALOP, os dados específicos de Angola, agregando todos os outros lusófonos africanos.



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