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Renzi atribui 80 euros por mês durante três anos aos recém-nascidos

A partir de 2015 todas as mães italianas terão direito a 80 euros por mês, durante três anos, enquanto apoio estatal de estímulo à natalidade. Já o ministro da Economia assegura que Itália está no bom caminho e promete 800 mil novos postos de trabalho em 2015.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 13:59
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O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, assegurou que a partir de 2015 todos os recém-nascidos terão direito a um cheque de 80 euros por mês, durante três anos, por forma a apoiar as mães nos primeiros anos de vida dos seus filhos.

 

"A partir de Janeiro de 2015 daremos 80 euros, não apenas a quem tem um salário inferior a 1.500 euros por mês, mas a todas as mães, durante três anos", anunciou  Renzi no programa de televisão do Canale 5 apresentado por Barbara D’Urso.

 

"Trata-se de 500 milhões de euros destinados às famílias", concretizou o político italiano. Este apoio será atribuído a quem tenha rendimentos inferiores a 90 mil euros anuais, mas Renzi não especificou, contudo, se este valor está relacionado com o agregado familiar ou somente com o rendimento individual.

 

"Sei o que custa comprar biberons e pagar uma creche. É uma medida que não resolve um problema, mas é um sinal", acrescentou o líder italiano, citado pelo La Repubblica.

 

Padoan assegura que Itália está no bom caminho

 

O ministro da Economia italiano, Pier Carlo Padoan, também numa entrevista televisiva, garantiu que a aprovação das reformas propostas pelo Governo permitirá criar "800 mil novos postos de trabalho" no próximo ano.

 

Padoan assegurou ainda que a relação com as instituições europeias é boa, até porque "estamos a cumprir" as regras. Esta garantia é dada poucas semanas após as autoridades romanas terem anunciado que a meta de défice acordada para 2015 não será cumprida, apesar de a meta para 2014 estar salvaguardada, segundo o Governo de Renzi.

 

No programa Mezza’Ora, na Raitre, o ministro da Economia de Itália notou que "estamos em contacto com a Comissão Europeia e no dia 29 de Outubro os parceiros europeus dirão de sua justiça mas, para já, disseram que estamos a caminhar na direcção correcta".

 

"A relação entre o défice e o PIB continua a cair e estamos dentro dos limites do pacto de Estabilidade [e Crescimento]. O objectivo estrutural continua a melhorar", concluiu Padoan. 

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