Mundo Republicano Paul Ryan pede a Trump para não avançar com tarifas

Republicano Paul Ryan pede a Trump para não avançar com tarifas

O líder da Câmara dos Representantes está "extremamente preocupado" com os efeitos de uma guerra comercial que possa surgir devido à imposição de tarifas sobre o aço e alumínio.
Republicano Paul Ryan pede a Trump para não avançar com tarifas
Reuters
Nuno Carregueiro 05 de março de 2018 às 18:38

Paul Ryan, o republicano que lidera a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, fez esta segunda-feira um apelo público ao presidente Donald Trump para recuar na imposição de tarifas sobre o aço e alumínio, temendo que a medida provoque uma guerra comercial.

 

Num raro confronto com Trump, o republicano aumenta a pressão sobre o presidente dos Estados Unidos para fazer marcha atrás numa medida que está a ser alvo de fortes críticas em todo o mundo e também no país.

 

"Estamos extremamente preocupados com as consequências de uma guerra comercial e por isso apelamos à Casa Branca para não avançar com este plano", afirmou a porta-voz de Ryan, Ashlee Strong. "A nova reforma fiscal impulsionou a economia e certamente não queremos colocar esses ganhos em causa", acrescentou.


Como nota a Bloomberg, são pouco habituais estes comunicados da porta-voz de Ryan, dado que o republicano sempre apoiou Trump, mesmo nos momentos mais difíceis do mandato do presidente dos EUA.

 

Ryan não é contudo o único republicano a contestar publicamente a iniciativa de Trump em aplicar tarifas sobre o aço e alumínio importado. Uma fonte do partido na Câmara dos Representantes disse à Reuters que os líderes do Congresso estão a estudar que medidas podem tomar para contrariar a iniciativa de Trump.

 

Donald Trump apresentou esta segunda-feira uma forma o México e o Canadá não serem afectados pelas tarifas às importações de aço e alumínio. Mas não sem uma contrapartida. Na sua conta na rede social Twitter, o presidente dos Estados Unidos disse que pode aplicar uma isenção ao México e ao Canadá, no que diz respeito às novas tarifas sobre estes metais, se os dois países assinarem um novo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA na sigla em inglês).




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
pub