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Ricardo Salgado: "É urgente pedir um empréstimo intercalar já"

Ricardo Salgado junta-se a Santos Ferreira para salientar a necessidade de Portugal "pedir um empréstimo intercalar" para "preciso neutralizar este efeito da subida rapidíssima das taxas de juro".

Negócios negocios@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 20:46
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“É uma situação que tem de ser resolvida. E por isso eu não posso estar mais de acordo com Carlos Santos Ferreira quando diz que é preciso um empréstimo intercalar para resolver a equação financeira do Estado”, afirmou o presidente do BES numa entrevista à TVI, conduzida por Judite de Sousa. Ricardo Salgado considera ser “urgente” pedir “já” este empréstimo. E diz ser “grave se não for feito porque é preciso neutralizar este efeito da subida rapidíssima das taxas de juro, tranquilizar os mercados e tranquilizar os portugueses que se vão apresentar às eleições.”

E adianta que “era fundamental que houvesse uma unidade política no apoio ao Governo para esse empréstimo intercalar.”

Quando questionado sobre o valor desse empréstimo, Ricardo Salgado não se quis comprometer, ainda que admita que possa rondar os 15 mil milhões de euros, considerando que “ninguém sabe o valor exacto”, remetendo para o Estado mais pormenores.

O presidente do BES realça que a banca nacional está “limitada na sua concessão de crédito”, mas admite que o Estado se possa financiar através de “outros recursos, sobre os quais não posso dar uma opinião.”

O ministro das Finanças e primeiro-ministro já disseram que o Governo terá de ser mais “criativo” para se conseguir financiar, tendo em consideração que o mercado está a praticar juros muito elevados, mas nunca especificaram que tipos de instrumentos podem usar.

Ricardo Salgado acredita que “a União Europeia deve estar pronta a ajudar um País nestas circunstâncias.”

Questionado sobre o facto do primeiro-ministro ter reiterado, ainda ontem, que Portugal não precisa de ajuda externa e que tudo fará para que isso não aconteça, Ricardo Salgado afirmou que “a sucessão dos acontecimentos é de tal forma rápida que neste momento acredito não haver outra alternativa.” O presidente do BES acredita que o “bom-senso” vai imperar e que será pedida a ajuda necessária.

“Nós não podemos continuar a aceitar estas taxas de juro que estão a ser praticadas para Portugal”, reafirma Salgado, adiantando que “se fosse analisado o currículo de Portugal em termos de incumprimento, Portugal não merece essas taxas”, contudo as análises “das agências “rating” são perfeitamente frias em relação ao passado”, focando-se apenas em previsões.

Quanto ao próximo Governo, Salgado admite que não haja um Governo com maioria absoluta, mas “convém uma maioria ampla”, não se querendo comprometer com qualquer solução política.
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