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Rio apoia medidas do Governo, mesmo que sejam ainda mais restritivas

"Em nome do interesse nacional", o presidente do PSD não fará críticas públicas à atuação do Governo, cujas medidas já adotadas para conter o novo coronavírus merecem o apoio de Rui Rio. O líder social-democrata até apoia a implementação de medidas "mais restritivas" porque "mais vale prevenir do que remediar".

Lusa
David Santiago dsantiago@negocios.pt 12 de Março de 2020 às 14:16
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Rui Rio está ao lado do Governo no combate à pandemia do novo coronavírus, apoia as medidas já adotadas e até dá apoio prévio à eventual implementação de medidas mais restritivas, que o líder social-democrata defende para prevenir males maiores.

À saída de uma audição, em São Bento, com o primeiro-ministro, a primeira das rondas que António Costa hoje fará com todos os partidos com assento parlamentar, o presidente do PSD sinalizou que se trata de uma "situação de gravidade, eventualmente mais grave do que até à data se pensava".

No entender do líder social-democrata, "justificam-se medidas de caráter excecional" e foi essa a ideia que transmitiu ao Governo. "Todas as medidas que o Governo entenda, quer do ponto de vista político, quer técnico, como necessárias, mesmo que não sejam simpáticas, é nosso dever, em termos de interesse nacional, apoiar essas medidas", declarou notando que é "dever" do PSD sugerir ao Executivo eventuais medidas que não tenham sido adotadas. O líder laranja sustenta que enquanto ao Governo "compete agir", ao PSD compete "apoiar aquilo que se verifique como necessário".

Rio garantiu que estará ao lado do Governo também na adoção de medidas "mais restritivas" das liberdades como o encerramento de escolas pois "vale mais prevenir do que remediar" e porque o mais importante é evitar o "que está a acontecer em Itália, até porque já podemos aprender com os erros que os italianos cometeram". "Eu não arriscava. Prefiro ter prejuízo controlado e evitar um prejuízo muito maior", acrescentou.

O presidente social-democrata deixou ainda a garantia de que, pelo menos nesta fase, não fará críticas públicas à atuação do Governo, considerando que "daqui por uns meses pode fazer-se um balanço". E mesmo que haja uma crítica a fazer, Rio diz que essa pode ser feita frente a frente com o primeiro-ministro ou pelo telefone.

Já quanto a uma das questões do momento, que passa pelo eventual encerramento de todos os estabelecimentos de ensino, possibilidade não sugerida ainda pelo Conselho Nacional de Saúde Pública, Rui Rio defende que além de não fazer sentido a realização de viagens de finalistas, se forem suspensas as aulas "para não haver convívio social", então é preciso "arranjar forma de eles (estudantes) não fazerem esse convívio social" noutros locais.

(notícia atualizada às 14:32)

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