Política Rio defende que Marcelo pode ter "papel muito importante" na aproximação entre partidos

Rio defende que Marcelo pode ter "papel muito importante" na aproximação entre partidos

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu hoje que o Presidente da República pode ter "um papel muito importante" na aproximação entre os partidos, no final de um almoço "muito agradável" com Marcelo Rebelo de Sousa.
Rio defende que Marcelo pode ter "papel muito importante" na aproximação entre partidos
Miguel Baltazar
Lusa 26 de fevereiro de 2018 às 16:34

"Não vou dizer exactamente o que foi tratado com o Presidente da República, posso dizer que foram passados em revista os diversos temas nacionais da actualidade e sem ser da actualidade (...). Foi um almoço muito agradável", disse Rui Rio, no final de um almoço a dois que durou cerca de hora e meia e que ocorreu uma semana após se ter reunido com o chefe de Estado acompanhado por uma delegação de cinco dirigentes do PSD.

 

Tal como já tinha dito na semana passado, Rui Rio recusou ter levado a Belém uma "pasta com propostas" e voltou a apontar as áreas da descentralização e dos fundos comunitários como as prioritárias para entendimentos com o Governo.

 

"Quando falamos em questões de reformas estruturais, naturalmente que ninguém traz as reformas estruturais numa pasta, têm de ser devidamente conversadas, articuladas, debatidas não só dentro do partido, como com os outros partidos", salientou.

 

Sobre o papel do chefe de Estado nestes entendimentos, o líder social-democrata considerou que pode "ter um papel muito importante na aproximação dos partidos para um diálogo construtivo".

 

"Isso é uma coisa que agrada sempre a um Presidente da República", afirmou, dizendo, contudo, que Marcelo Rebelo de Sousa "não ficou de fazer nada" a esse respeito.

 

Sobre as críticas, nomeadamente do ex-líder do PSD e comentador televisivo Marques Mendes, de que as matérias prioritárias para entendimentos com o PS esqueceram a valorização do interior, Rui Rio salientou que "o que está em cima da mesa é uma parte da descentralização, que tem a ver com a passagem de competências dos municípios",

 

"A descentralização é uma coisa muito maior, e é para se fazer direito, com calma, compassadamente no tempo, o que está em cima da mesa - e já estava - é uma parte", disse.

 

O almoço só começou após às 13:30, uma vez que o Presidente da República apenas chegou a essa hora ao Palácio de Belém, depois de uma visita ao Hospital dos Lusíadas, em Lisboa.

 

Quando anunciou este segundo encontro, durante uma visita de Estado a São Tomé e Príncipe, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que, quando se olha para o país de fora, "é que se vê como é grande a unidade nacional".

 

"Aquilo que nos une é de longe muito mais importante do que aquilo que nos divide e se eu digo isso quando estou em território físico nacional, (...) vendo à distância, aí mais seguro fico de que aquilo que digo tem razão de ser", disse então o chefe de Estado.

 

Há uma semana, Rui Rio transmitiu ao Presidente da República que os sociais-democratas estão "completamente disponíveis" para dialogarem com "outros partidos" com vista a concretizar as reformas de que Portugal precisa.

 

No dia seguinte, o presidente social-democrata reuniu-se com o primeiro-ministro, António Costa, num encontro de onde saiu a afirmação de "uma nova fase" nas relações entre PSD e Governo e a definição dos dois temas prioritários para futuros entendimentos: descentralização e fundos comunitários.

 

 




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comentários mais recentes
Anónimo 27.02.2018

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo 26.02.2018

Mas desde quando é que a aproximação entre partidos é um objectivo nacional? Desde quando é que aproximar a um dos poucos Partidos Comunistas do mundo é um objectivo? Desde quando aproximar de que se aproxima do PCP é um objectivo? Vais destruir o que resta do PSD... miséria... volta PPC.

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