Política Rio desvaloriza alguma "convulsãozita" que possa existir ainda na bancada do PSD

Rio desvaloriza alguma "convulsãozita" que possa existir ainda na bancada do PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, reúne-se na quinta-feira pela primeira vez com a bancada parlamentar, e desvalorizou alguma "convulsãozita" que possa ainda existir considerando que a maioria dos deputados está disponível para colaborar.
Rio desvaloriza alguma "convulsãozita" que possa existir ainda na bancada do PSD
Lusa 07 de março de 2018 às 20:41

Questionado, no final da reunião da Comissão Política do PSD, sobre se existem agora melhores condições para uma coabitação entre a bancada parlamentar e a nova direcção, Rio respondeu que "essas condições sempre existiram".

 

"Pode haver ali uma convulsãozita, mas não estou a ver em 89 deputados que haja ali uma quantidade enorme de deputados que diz 'agora não colaboro, agora não exerço a função’. Se isso acontecer, será um epifenómeno, de 2, 3, 4 ou 5...se não tiver 89, hei de ter 80 e tal deputados para cumprir a função para que foram eleitos, ser oposição", apontou.

 

O presidente do PSD sublinhou que a obrigação de um deputado da oposição é "apontar aquilo que está mal", até para que o Governo possa fazer melhor. "Estou a ver os deputados do PSD, todos eles, disponíveis para cumprir a sua função que é apontar as fragilidades do Governo, é isso que se espera em nome do interesse nacional", disse.

 

O presidente do PSD reúne-se na quinta-feira pela primeira vez com o grupo parlamentar, duas semanas após a eleição de Fernando Negrão e quase três depois de Rui Rio ter sido confirmado em Congresso.

 

A reunião está marcada para as 11:00 na Sala do Senado da Assembleia da República, como habitualmente, de acordo com a convocatória enviada aos deputados.

 

Fernando Negrão foi eleito líder parlamentar do PSD a 21 de Fevereiro, com menos de 40% dos votos, correspondentes a 35 votos a favor, 32 brancos e 21 nulos.

 

Negrão foi o único candidato à sucessão de Hugo Soares, que convocou eleições antecipadas para a liderança parlamentar depois de o novo presidente do PSD lhe ter transmitido a vontade de trabalhar com outra direcção de bancada.




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