Política Rio não fala de críticas internas porque não foi para isso que se fez o 25 de Abril

Rio não fala de críticas internas porque não foi para isso que se fez o 25 de Abril

O presidente social-democrata rejeita comentar a "vida interna do PSD" e sobre as críticas que lhe foram dirigidas, em particular pela deputada Teresa Morais, Rui Rio diz que "não foi para isso que se fez o 25 de Abril". O líder do PSD reiterou ainda "preocupação" sobre aquilo que se vai sabendo do Orçamento do Estado.
Rio não fala de críticas internas porque não foi para isso que se fez o 25 de Abril
Estela Silva/Lusa
David Santiago 12 de outubro de 2018 às 13:34

Rui Rio não comenta as críticas internas à sua liderança e diz-se concentrado em construir uma alternativa à actual governação. O presidente do PSD recusou comentar a nova polémica no seio do grupo parlamentar social-democrata em que deputados da chamada ala "passista" acusaram a direcção do partido de os silenciar.

"Não vou comentar a vida interna do PSD. Quase me apetece dizer que não foi para isso que se fez o 25 de Abril", disse o líder social-democrata em declarações feitas aos jornalistas esta sexta-feira, 12 de Outubro, em Trancoso.

Sobre os aparentes sinais de desunião no PSD, Rui Rio garante que não faz tal avaliação com base em "uma ou duas notícias de jornais" e garante estar somente concentrado em "ajudar a resolver os problemas do país".

Quanto ao artigo que hoje saiu no Público, em que Teresa Morais lamenta o facto de haver "tanta gente (…) silenciada e impedida de exercer cabalmente o seu mandato", Rio diz apenas não ter lido e avisa que não vai "responder". Porque o que "convém é que o partido esteja unido".

Esta quinta-feira, o Expresso avançou que na reunião da bancada parlamentar social-democrata houve vários deputados a acusar a direcção de os "silenciar". O líder da bancada, Fernando Negrão, rejeitou depois ter alguma vez recebido indicações da direcção liderada por Rio para silenciar ou pôr de parte algum deputado.

OE parece um "bodo aos eleitores"

Perante o aproximar da entrega do Orçamento do Estado na Assembleia da República, em 15 de Outubro, Rui Rio mostrou "preocupação" em relação à forma como vem sendo divulgado parte do conteúdo da proposta orçamental. "E
m vez de [o OE] ser apresentado com a solenidade própria no dia 15 de Outubro, vamos vendo que, ou o Bloco de Esquerda, ou o PCP, ou o PS, vão deixando cair medidas", notou sublinhando que "umas poderão vir a ser verdade, outras não".

"Mas todas com o mesmo cariz, em ambiente de campanha eleitoral", critica Rio salientando que as medidas noticiadas são sempre "muito boas e muito agradáveis, um certo bodo, não aos pobres, mas aos eleitores". Para o líder social-democrata, verifica-se uma vez mais uma "competição" entre Bloco e PCP para "ver quem consegue mais". "E o PS vai dando para segurar esta solução parlamentar", lamenta.


Acerca do caso de Tancos, Rui Rio voltou a defender que a decisão sobre uma eventual demissão do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, cabe ao primeiro-ministro. No entanto, o líder do PSD afirma que se fosse ele o chefe de Governo "não tolerava uma situação destas que é insustentável", já que "o
 ministro da Defesa está fragilizado politicamente e não tem condições para se impôr". 

E em relação à nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, que toma hoje posse, Rio espera que "possa melhorar o trabalho que a anterior [PGR] fez". Quanto a Joana Marques Vidal, que cessa o seu mandato, o antigo autarca portuense repetiu a ideia de que foi a melhor procuradora-geral da vida democrática não deixando de "mostrar alguma insatisfação com a performance da PGR no seu todo".




pub