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Rio quer banca a "pagar aos portugueses aquilo que tanto lhes deve”

O presidente do PSD considera que a banca será um setor "vital" agora e na fase de recuperação económica. Portanto, Rui Rio defende que os bancos têm de ter como objetivo registar lucro zero em 2020 e 2021 para se concentrarem no apoio a famílias e empresas.

Lusa/EPA
David Santiago dsantiago@negocios.pt 02 de Abril de 2020 às 10:43
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Logo após confirmar que o PSD irá votar favoravelmente o projeto de decreto para a renovação do estado de emergência, o líder social-democrata lembrou que, além da área relacionada com a saúde pública, é preciso também olhar para o quadro económico e "evidenciar" a necessidade de "apoiar as empresas e as famílias". 

Para isso, Rui Rio considera que há um "setor que será vital agora e na recuperação económica, a banca". "A banca deve muito, mesmo muito, a todos os portugueses. A banca não pode querer ganhar dinheiro com esta crise, isso para mim é absolutamente claro", declarou o presidente do PSD no início do plenário parlamentar em que será votada, e muito provavelmente, aprovado o decreto presidencial para prorrogar o regime de exceção. 

Como tal, Rio sustenta que os bancos têm de definir como objetivo para os exercícios financeiros de 2020 e 2021 ter "lucro zero". "Se a banca apresentar, em 2020 e 2021, lucros avultados, esses lucros serão uma vergonha e uma ingratidão para com os portugueses", prosseguiu sublinhando que os bancos têm é de apoiar famílias e empresas a superar a crise.

"A banca sabe perfeitamente que se as empresas morrerem, a banca morre com elas. Vamos acreditar que vamos ter uma banca atuante", acrescentou. Rio terminou a ideia reiterando que aquilo que compete aos bancos é "pagar aos portugueses aquilo que tanto lhes deve", recordando assim os apoios públicos de que o setor foi alvo em anos recentes. 

Recorde-se que, na sexta-feira passada, o Banco Central Europeu recomendou a todos os bancos que supervisiona, bem como às instituição financeiras mais pequenas, que não distribuam, nem anunciem, dividendos pelo menos até 1 de outubro como forma de assegurar a máxima liquidez possível à economia.

(Notícia atualizada)
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