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Risco de pobreza caiu em Portugal mas persiste acima da média europeia que subiu

Segundo dados do Eurostat, Portugal era em 2012 o nono país da União Europeia onde o risco de pobreza afectava uma maior proporção da população. A Grécia, seguida de perto da Roménia e de Espanha, liderava a tabela que tem a República Checa no outro extremo.

Reuters
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 05 de Dezembro de 2013 às 10:46
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Em 2012, a percentagem da população portuguesa em risco de pobreza após transferências sociais era de 17,9%, igual à proporção observada em 2010 e 2009, mas marginalmente inferior aos 18% apurados em 2011. Este valor persiste acima da média da União Europeia, onde o risco de pobreza subiu no último ano para o qual há dados disponíveis, de 16,9% em 2011 para 17% em 2012.

 

Segundo dados do Eurostat actualizados nesta quinta-feira, 5 de Dezembro, Portugal é o nono país da UE-28 onde o risco de pobreza afecta uma maior fatia da população. A Grécia (23,1%), seguida de perto da Roménia (22,6%) e de Espanha (22,2%) lideram essa tabela. No extremo oposto, está a República Checa (9,6%).

 

Na ausência de transferências sociais, o risco de pobreza em Portugal também caiu de 25,4% em 2011 para 25,2% em 2012, mas o próprio limiar (rendimentos monetários líquidos inferiores a 60% da mediana nacional) também recuou, de 5.046 para 4.994 euros anuais. As crianças (27,8%), seguidas dos indivíduos em idade adulta (25,5%) são os mais vulneráveis ao risco de pobreza, que é menor entre os mais idosos (22,1%). Em média na União Europeia, o risco de pobreza antes de transferências também caiu de 26,3% em 2011 para 25,9% em 2012.

 

Tendo em conta o universo das pessoas que está abaixo de pelo menos um dos três critérios usados pelo Eurostat para estabelecer o risco de pobreza ou de exclusão social (viver abaixo do limiar de pobreza, ou numa situação de grave privação material ou viver numa casa com muito baixa intensidade de trabalho) registou-se em Portugal uma subida de quase um ponto percentual entre 2011 e 2012, passado de 24,4% para 25,3% da população, o equivalente a 2,7 milhões de pessoas.

 

Este valor permanece acima da média europeia (24,8%) mas é inferior aos 26% registados em 2008, antes da Grande Crise, altura em que o valor de Portugal era quase dois pontos e meio superior ao da média da UE-28, de 23,7%.

 

 

(Notícia actualizada às 11h30)

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