Política Rivera: "Estou disposto a não ter credibilidade pelo bem deste país"

Rivera: "Estou disposto a não ter credibilidade pelo bem deste país"

O líder do Cidadãos sentiu-se obrigado a justificar a mudança de estratégia, depois de ter feito campanha a dizer que nunca apoiaria nem Rajoy nem Sánchez.
Rivera: "Estou disposto a não ter credibilidade pelo bem deste país"
Reuters
Sara Antunes 29 de agosto de 2016 às 12:38

"Estou disposto a não ter credibilidade pelo bem deste país". Foi assim que Albert Rivera, líder do Cidadãos, se defendeu perante a mudança de estratégia política. Durante a campanha eleitoral, o responsável fez do veto a Mariano Rajoy uma das suas bandeiras. Tendo também dito que não daria o seu apoio nem a Rajoy, nem a Pedro Sánchez, líder do PSOE.

 

O PP e o Cidadãos chegaram este domingo, 28 de Agosto, a acordo, após uma semana de negociações intensas. Os 32 deputados do partido de Albert Rivera vão apoiar a investidura de Mariano Rajoy. O acordo alcançado inclui "150 compromissos para melhorar Espanha", que se traduzem em 220 medidas. 

 

Rivera adianta que dos 150 compromissos, 100 estão incluídos no acordo de Governo que o Cidadãos selou com Pedro Sánchez em Fevereiro.

 

Mas o acordo realizado entre PP e Cidadãos não chega. É preciso que o PSOE colabore, votando a favor ou abstendo-se. "Não é uma questão de simpatia, mas sim de sentido de Estado e responsabilidade. Há 100 reformas que acordámos com Pedro Sánchez e hoje, este documento, plasma esse espaço comum", afirmou Rivera em entrevista à Telecinco, citado pelo El Mundo.


Esta segunda-feira será ainda marcada pelo último encontro entre Rajoy e Sánchez no Congresso, com o primeiro a tentar convencer o líder do PSOE a apoiar o Governo. Rivera espera que os dois responsáveis "dêem espaço para que se ponha em marcha o país. Estas reformas ficar bloqueadas se não houver espaço para que se comece a legislatura. Se querem exigir coisas ao PP que as exijam, mas não bloqueiem o país", sublinhou.

 

Rivera adianta ainda que o "PSOE tem a chave da investidura, do Governo e tem mais força do que acredita. Se quer ser o líder da oposição pode sê-lo, mas o problema interno de liderança cega o PSOE. Há muitos socialistas que não querem eleições e querem exercer essa negociação. Se com 32 [deputados] pode arrancar-se compromissos, com 85 também", sublinha.

 

Rivera salientou igualmente que o acordo firmado com o PP é apenas de investidura, não é de governo.

 

Recorde-se que Espanha foi a eleições, pela segunda vez este ano, a 26 de Junho. O PP, de Rajoy, voltou a vencer as eleições mas sem maioria absoluta. E, desde então, tem negociado com a oposição mas sem conseguir garantir um apoio que lhe garanta a investidura. 




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