Impostos Rocha Andrade: Mudanças nas tabelas de retenção vão "refletir totalmente" a alteração dos escalões de IRS

Rocha Andrade: Mudanças nas tabelas de retenção vão "refletir totalmente" a alteração dos escalões de IRS

Rocha Andrade espera que a atualização das tabelas de retenção na fonte este ano “reflita totalmente” a alteração nos escalões de IRS de 2018. E defende que a prioridade deve ser reduzir a dívida pública. E só depois os impostos.
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Susana Paula Rosário Lira 12 de janeiro de 2019 às 21:00
O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Fernando Rocha Andrade espera que as tabelas de retenção na fonte para 2019 sejam atualizadas e que essas alterações reflitam totalmente a alteração dos escalões de 2018.

"Nos termos da reforma que tinha sido aprovada no Orçamento do Estado para 2018, serão agora introduzidas as alterações [nas tabelas de retenção de 2019] que reflitam totalmente a alteração dos escalões", afirmou o agora deputado do PS, numa entrevista ao Negócios e à Antena 1.

O Governo publica habitualmente em Janeiro as tabelas de retenção na fonte de IRS, que definem o imposto que é retido mensalmente aos contribuintes, a vigorar nesse ano. Em 2018, a publicação das tabelas demonstrou que, apesar do desagravamento do imposto que decorria do aumento do número de escalões, esse alívio não seria sentido na íntegra mensalmente, mas apenas em termos anuais, no momento da entrega do IRS. Será no momento da entrega do IRS, na primavera, que os contribuintes receberão reembolsos elevados por terem retido, mensalmente, mais do que deveriam. 

O que o vice-presidente da bancada do PS vem agora dizer é que, com a publicação das tabelas de retenção na fonte esperadas para este ano, esse alívio será sentido totalmente. 

Questionado sobre se há margem para reduzir a carga fiscal, Rocha Andrade disse que isso só é possível, se o país "renunciar a alguns serviços que o Estado presta com base nos impostos que cobra".

"É claro que eu não tenho visto grandes reivindicações para descer as principais despesas do Estado", afirmou.

Parte da receita fiscal "resulta de uma necessidade, que é a dívida pública portuguesa", admitiu Rocha Andrade. Embora a dívida pública se tenha reduzido, ela continua a ser "bastante maior" do que era em 2008.

"E eu acho que todos temos de interiorizar que reduzir essa dívida tem de ser uma prioridade nacional", defendeu. Antes de reduzir impostos.



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