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Rodrigo rato diz que a economia mundial está a enfrentar riscos acrescidos

O director-geral do FMI advertiu hoje para o facto de a economia mundial estar a enfrentar riscos acrescidos devido à pressão sobre a inflação que está a ser gerada pela alta do petróleo e à perspectiva de subida simultânea das taxas de juro nas principai

Negócios 20 de Junho de 2006 às 13:30
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O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu hoje para o facto de a economia mundial estar a enfrentar riscos acrescidos devido à pressão sobre a inflação que está a ser gerada pela alta do petróleo e à perspectiva de subida simultânea das taxas de juro nas principais potências do globo.

Em entrevista aos jornal belga de economia «l’Echo», Rodrigo Rato mostrou-se ainda favorável a novas desvalorizações do dólar, de modo a ajudar a correcção do elevado endividamento norte-americano.

Rato começou por sublinhar que o desempenho da economia mundial se manteve «impressionante» ao longo do primeiro trimestre e que não vê motivos para mexer na previsão de crescimento de 5% para o conjunto do ano.

Ainda assim, chamou a atenção para as «recentes turbulências (nos mercados) que resultam de incertezas e que significam que os riscos sobre a evolução futura são agora maiores».

O mesmo responsável mencionou ainda o perigo que continuam a representar os «desequilíbrios globais», referindo-se aos elevados défices, orçamental e externo, dos Estados Unidos, e à enorme acumulação de reservas em dólares que tem vindo a ser feita nos países emergentes, em especial na China.

«É difícil avaliar taxas de câmbio e prever o nível que deveriam atingir para corrigir desequilíbrios orçamentais. Ainda assim, os serviços do FMI consideram que uma depreciação mais acentuada do dólar poderá ser necessária para fazer regressar o défice externo dos Estados Unidos a um nível mais sustentável».

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