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Roubini: "Saída da Grécia provocaria contágio massivo na Zona Euro"

Nouriel Roubini não concorda com a ideia de que a Zona Euro já está imune a uma saída da Grécia. Em declarações à Bloomberg, diz que o "grexit" provocaria um contágio "massivo".

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 14:30
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"Se houvesse uma saída da Grécia, haveria um contágio massivo, os spreads da periferia iriam alargar-se em vez de cair, como está a acontecer agora, e haveria corridas a outros bancos da Zona Euro. Assim que um país sai, as pessoas vão perguntar quem virá a seguir", afirmou esta sexta-feira, 13 de Março, à agência Bloomberg.

 

Daí que o economista, que ficou conhecido pela sua previsão da crise financeira de 2007/2008, considere que até os alemães devem tentar evitar esse resultado. "Economica e financeiramente não faz sentido haver uma saída da Grécia do euro. Até os alemães sabem isso."

 

E os motivos não são apenas económicos, Roubini aponta razões geoestratégicas para impedir o "grexit". "Os russos estão mais agressivos não só na Ucrânia, no Báltico, mas também nos Balcãs, da Moldávia, à Bulgária e à Sérvia. A Grécia é um país ortodoxo. Se saísse da Zona Euro, [a Grécia] poderia acabar nos braços do urso russo", explica. "E também há os problemas de terrorismo na Europa. Ataques em Paris, na Dinamarca e jihadistas que podem voltar e explodir-se na Europa."

 

Ou seja, o economista considera que, apesar de a Grécia só representar 2% do PIB da Zona Euro, a sua saída provocaria "danos económicos, financeiros e políticos". "Embora haja preocupações do mercado, ambos os lados chegarão a acordo em torno do défice, da dívida e das reformas."

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