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S&P corta "rating" da dívida grega para "incumprimento selectivo"

Acordo para perdão da dívida helénica é o motivo para que a S&P concretize uma ameaça com vários meses: a dívida da Grécia está em "incumprimento selectivo".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 22:01
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Depois da Fitch, hoje foi a vez de a Standard & Poor’s baixar a classificação de risco da dívida da Grécia. Concretizou-se, assim, uma ameaça com vários meses de existência.

A dívida grega é agora classificada como estando em “incumprimento selectivo”, de acordo com a notação hoje atribuída pela S&P. Até aqui, a agência de “rating” atribuía a notação financeira de “CC” para a dívida a longo prazo da Grécia.

Depois do acordo para o segundo pacote de assistência financeira, que incluía o perdão da dívida para os detentores de obrigações gregas, a Fitch foi a primeira agência de “rating” a cortar a classificação de risco da dívida. Agora, foi a vez da S&P seguir os mesmos passos.

Para a S&P, há uma “reestruturação da dívida desordenada”, já que as condições originais para os obrigacionistas foram alteradas. De acordo com o comunicado da agência, o Governo de Lucas Papademos integrou uma cláusula retroactiva nas condições do perdão da dívida, na semana passada.

O facto de um número considerável de detentores de obrigações helénicas poder rejeitar o perdão da dívida faz com que a Grécia ainda possa enfrentar, verdadeiramente, um incumprimento, na opinião da agência de “rating”.

A Grécia não tem acesso aos mercados para se financiar a si própria e não há disponibilidade para um novo financiamento adicional por parte da UE e do FMI. Isto porque o segundo programa tem como base um “debt swap” bem sucedido, indica a S&P.

Já em Julho a S&P tinha dito que iria classificar como “incumprimento selectivo” uma acção que envolvesse a perda de valor da dívida para os obrigacionistas.

Governo de Papademos reage

O Governo helénico afirmou hoje que todas as consequências deste “incumprimento selectivo” foram já antecipadas pelos ministros das Finanças da Zona Euro, não tendo um impacto na banca grega.

O Ministério das Finanças da Grécia considerou, numa nota por e-mail citada pela Bloomberg, que a notação deverá subir quando a operação de “debt swap” [perdão da dívida] estiver completa.


(Notícia actualizada às 22h20)
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