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S&P corta "rating" da Venezuela devido a "risco político"

"Leis arbitrárias" e controlo de preços prejudicaram o desempenho do sector privado na Venezuela, a que acresce a incerteza política causada pelos problemas de saúde de Hugo Chavez, defende a agência de notação financeira. Mas não há previsões de mais descidas, pelo menos, para já.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 19:52
A Standard & Poor’s cortou a notação financeira da dívida da Venezuela devido à mudança de metodologia, que intensificou a expressão dada ao risco político que o país enfrenta.

O “rating” venezuelano é cortado em um nível e passa de “BB-” para B+”, ficando agora a quatro níveis de distância de as suas obrigações deixarem de ser consideradas “lixo”. Portugal tem um rating de “BBB-”, precisamente o último nível antes de ser “lixo”, grau em que a agência deixa de aconselhar investimento.

“A recente revisão metodológica dá maior peso ao risco político, que é a fraqueza do crédito da Venezuela”, considera a S&P na sua nota.

O “rating” do país governador por Hugo Chavez (na foto) é, portanto, penalizado por factores políticos. “As leis pouco duradouras e arbitrárias, o controlo de preço e do comércio” e outras medidas económicas “imprevisíveis” que “prejudicam o investimento do sector privado e a produtividade da economia doméstica da Venezuela” são as razões apontadas pela agência.

“Além do mais, os recentes desenvolvimentos relativos à saúde de Hugo Chavez podem trazer alguma incerteza política”, adianta a nota da Standard & Poor’s, que escreve que as reservas de petróleo e gasolina do país “compensam de alguma forma” essa incerteza.

O “outlook” atribuído à classificação de risco da Venezuela é fixado em “estável”, ou seja, não há pressão de queda ou de aumento no curto prazo. Mas elas podem vir a acontecer no médio prazo.

A descida pode dever-se a uma queda significativa dos preços do petróleo por um longo período e a subida a uma melhoria da situação orçamental e ainda por políticas estatais que apoiem mais o investimento e o crescimento.

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