Europa Sánchez e Rivera chegam a acordo que não garante nada

Sánchez e Rivera chegam a acordo que não garante nada

O acordo entre o PSOE e o Cidadãos permite a Sánchez dar o primeiro passo firme em direcção à sua investidura como primeiro-ministro. Mas também implicou que o Podemos se afastasse das negociações.
Sánchez e Rivera chegam a acordo que não garante nada
Reuters
David Santiago 24 de fevereiro de 2016 às 21:28

O secretário-geral socialista, Pedro Sánchez, aceitou as cinco propostas de reformas constitucionais apresentadas pelo Cidadãos como condição para um acordo entre as duas forças políticas. O "acordo de legislatura" foi confirmado esta quarta-feira por Sánchez, que revelou ter "cedido" às condições impostas pelo líder do Cidadãos, Albert Rivera, para que "ganhem todos os espanhóis".

Não ficou claro se o Cidadãos aceita participar no Governo, ou apenas apoiá-lo no Congresso. A segunda será a mais provável. E a ser implementado, este acordo obriga à realização de duas reformas constitucionais durante a próxima legislatura, hipótese geradora de atritos. Além de que a pretendida reversão da reforma laboral empreendida pelo Governo do PP, ainda em funções, ficou na gaveta, esta que foi  uma das bandeiras eleitorais do PSOE. Mas apesar de não constar do referido acordo, Sánchez, segundo o La Vanguardia, garante que reverter as políticas laborais do PP será  uma questão de tempo se o PSOE formar Governo.

Um dos pontos assinados neste compromisso prevê a extinção dos conselhos de gestão das províncias do reino espanhol. A medida enfrenta a oposição de alguns militantes socialistas, designadamente da Andaluzia, que serão ainda chamados a aprovar em referendo interno o acordo alcançado com o Cidadãos. Outro ponto de atrito.

Todavia este é um compromisso consabidamente insuficiente. para garantir a investidura de Sánchez, que não demorou a dizer esperar que possa ser o primeiro acordo dos "muitos que necessitamos para melhorar Espanha". Já Rivera acrescentou que "precisamos de mais partidos".

Podemos afasta-se

Quem também não perdeu tempo foi  Íñigo Errejón, número dois do Podemos. Anunciou de pronto que este acordo é "incompatível com um Governo de mudança" e anunciou a saída de cena do Podemos das negociações a quatro empreendidas na semana passada com o PSOE, Compromís e Esquerda Unida.

E isto é problemático para as intenções do PSOE, porque socialistas e Cidadãos apenas somam 130 deputados, a que poderá ainda somar-se o parlamentar eleito pela Coligação Canária. Só que mesmo com o eventual apoio dos quatro deputados do Compromís, Sánchez continua distante dos votos necessários à sua investidura como chefe de Governo na segunda votação que, em princípio, deve decorrer a 5 de Março.

Sem apoio ou abstenção do Partido Popular e, ou, do Podemos este acordo será de pouca dura. Novas eleições continuam no horizonte.




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