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Sanchez rejeita acordo para nova coligação mas pede ajuda para evitar eleições antecipadas

O atual líder espanhol corre o risco de abandonar o cargo de primeiro-ministro, o qual não exerce com plenitude de funções. Afastada uma nova hipótese de coligação, Sanchez lança uma nova proposta à oposição para escapar ao cenário de eleições antecipadas.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 16 de Setembro de 2019 às 13:56
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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, que não tem conseguido reunir o apoio necessários nas votações de investidura para chefe de governo, e portanto não se encontra em plenitude de funções, voltou a rejeitar as condições impostas por um partido – desta vez o Ciudadanos – para a formação de uma coligação. Desta forma, o cenário de eleições antecipadas parece cada vez mais provável, embora Sanchez tenha avançado uma nova solução.

 

Depois de ter rejeitado uma coligação com o Unidas Podemos, o que daria azo ao primeiro governo de esquerdas desde a transição democrática, Sanchez também não conseguiu entender-se com os socialistas do Ciudadanos, noticia o El Confidencial, sem revelar as fontes da informação.

 

A recusa veio de mãos dadas com o apelo para que tanto o Ciudadanos como o conservador Partido Popular (PP) se abstivessem na hora da moção de confiança, permitindo a liderança de Sanchez, adianta ainda a mesma publicação. Paralelamente, a televisão La Sexta indica que o Ciudadanos está a apelar para que o PP aceite a sugestão de abstenção. O líder dos conservadores e antigo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, foi destronado pelo PSOE no ano passado através de uma moção de censura apoiada pelo Unidos Podemos e por pequenas forças nacionalistas e regionalistas.

 

Setembro é o mês no qual se pode concretizar a segunda - e última - sessão de investidura desde que Sanchez foi eleito, em abril. Nas duas votações correspondentes à primeira sessão, o primeiro-ministro não obteve apoio suficiente para consolidar a liderança. Nos últimos tempos, Sanchez tem negociado com outros partidos com o objetivo de criar uma coligação que permita evitar eleições antecipadas – um cenário que ganha vida no caso de não serem dados os passos que permitam um primeiro-ministro em plenitude de funções até ao dia 24 de setembro.

No caso de falhar o acordo entre as forças políticas, o rei dissolve as cortes e marca eleições antecipadas. Estas seriam as quartas eleições gerais em Espanha em menos de quatro anos.

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