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Santos Silva: Exportações portuguesas com melhor resultado de sempre

O ano de 2016 será o melhor para as exportações portuguesas, que terão crescido 3%, segundo estimativas do Governo, disse esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, defendendo a necessidade de diversificar os mercados externos.

Augusto Santos Silva - Negócios Estrangeiros: Os muitos anos que leva a “[gostar de] malhar na direita”, como confessou em 2009 o ex-braço direito de Sócrates, valem a Augusto Santos Silva a quarta maior notoriedade espontânea (3,2%). Voltou a fazê-lo na semana passada – o actual ministro dos Negócios Estrangeiros acusou o anterior Governo PSD / CDS-PP de se ajoelhar perante a Alemanha quando tal não era necessário – e segue em Fevereiro com avaliações mais positivas (1,9) do que negativas (1,2).
Miguel Baltazar
Lusa 07 de Novembro de 2016 às 23:33
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O ministro intervinha numa audição nas comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2017.

 

"As exportações portuguesas terão mais uma vez em 2016 o melhor resultado de sempre", em termos reais, referiu Augusto Santos Silva, que acrescentou que a estimativa do Governo aponta para um crescimento de 3%, o que representa uma "redução do ritmo de crescimento face a 2015, mas significa também crescimento".

 

Mesmo em termos nominais, "o saldo melhorou", sublinhou o ministro, que referiu que "isso é muito importante, porque permite consolidar estruturalmente o equilíbrio económico".

 

Santos Silva destacou que as trocas com a Europa "continuam a crescer consolidadamente", recordando que o espaço europeu representa "mais de dois terços das exportações e importações" portuguesas. "As exportações [para a Europa] cresceram 5% em termos nominais, cresceram mais em termos reais, e o nosso saldo positivo cresceu 183% até agosto", disse.

 

As exportações portuguesas têm "dois problemas bem localizados": Angola e Brasil, devido à quebra nos mercados internos. O governante apontou a necessidade de acompanhar as empresas portuguesas que actuam nestes países. "É essencial manter a nossa presença nesses mercados quando eles estão em circunstâncias difíceis e fazer ver que não somos mercenários da relação económica, estando presentes quando os mercados estão bem e abandonando-os logo à mínima dificuldade", disse.

 

Santos Silva recordou que, em Setembro, se realizou uma "missão política e empresarial muito importante" ao Brasil e revelou que, nos primeiros dias de dezembro, irá a Angola para "preparar a reunião de alto nível entre o Estado angolano e o Estado português". Por outro lado, é preciso "insistir mais em mercados que ainda são pequenos para a dimensão da qualidade das relações bilaterais", casos do Canadá e Argentina.

 

O ministro disse ainda que Portugal deve "reforçar os mercados" onde já foram criadas oportunidades para as empresas portuguesas, entre os quais México, Coreia do Sul ou países do Magrebe. 

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