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Sarkozy diz que Europa está mais perto de acordo sobre fundo de resgate

O presidente francês afirmou hoje que os líderes da Zona Euro estão prestes a chegar a um "acordo alargado" para reforçar os poderes e as verbas do fundo europeu de resgate, alvo de divergências entre Paris e Berlim.

Lusa 23 de Outubro de 2011 às 19:57
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Nicolas Sarkozy disse ter esperança que a próxima reunião de líderes europeus, na quarta-feira, chegue a um acordo que "acalme a crise". O presidente francês falava aos jornalistas em Bruxelas, depois da cimeira dos líderes europeus, que hoje decorreu e que antecedeu o encontro dos chefes de Estado e de Governo dos 27 países da Zona Euro.

Comentando o reforço do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), Sarkozy disse que "um acordo muito alargado está em vias de ser desenhado", mas alertou que faltam ainda "longas horas" de negociações.

Já a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que "os ministros das Finanças europeus estudaram no sábado dois modelos, que não envolvem o Banco Central Europeu (BCE), porque os tratados europeus não o permitem".

Paris tinha, antes da série de encontros de hoje, vindo a defender o envolvimento do BCE para reforçar a capacidade financeira do FEEF - transformando-o num banco que poderia pedir empréstimos ao banco central - sem que os Estados tenham a obrigação de contribuir.

"Não compete aos chefes de Estado e de Governo dar qualquer instrução que seja ao BCE", afirmou o presidente francês. No entanto, Sarkozy sublinhou que "nenhuma solução será viável se ela não tiver o apoio de todas as instituições europeias".

Segundo fontes próximas das negociações, citadas pela agência noticiosa France Presse, continuam a existir bloqueios quanto às modalidades do reforço do fundo de resgate.

As duas opções que se mantêm na mesa depois da cimeira de hoje implicam dar ao FEEF a capacidade de servir como seguro parcial face a perdas dos investidores privados que comprem dívida soberana da zona euro ou criar um fundo especial de apoio, no seio do Fundo Monetário Internacional, que poderia beneficiar do financiamento dos países emergentes.



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