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Presidente do Parlamento Europeu aponta para eventual programa de ajuda humanitária para a Grécia

O presidente do Parlamento Europeu notou que a Grécia poderá vir a beneficiar de “um programa de ajuda humanitária”. O alemão Martin Schulz avisou o governo grego de que Atenas terá de apresentar “propostas válidas e construtivas” para superar o impasse em que as negociações permanecem pelo menos desde 26 de Junho.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 05 de Julho de 2015 às 22:58
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O alemão Martin Schulz abordou este domingo, 5 de Julho, a possibilidade de a Grécia beneficiar de "um programa de ajuda humanitária". Algo que é "imediatamente necessário", acrescentou. Em reacção à vitória do "não" no referendo hoje realizado, o presidente do Parlamento Europeu disse que "os idosos, pensionistas e crianças" não devem pagar pelas consequências da governação do Syriza.

 

Para o membro do SPD alemão, o reinício das conversações com Atenas depende somente das autoridades helénicas, notando ainda que Atenas terá agora de apresentar "propostas válidas e construtivas".

 

Schulz disse também que "a promessa dada pelo governo grego de que os bancos iriam reabrir já na terça-feira é muito perigosa", abrindo assim caminho à possibilidade de o BCE não aumentar o limite máximo da linha de assistência (ELA) assegurada ao sistema financeiro helénico.

 

A forma como o dirigente europeu reagiu ao resultado do referendo grego indicia que por mais rosas que surjam das conversações entre a Grécia e as instituições credoras, há ainda muitos espinhos por ultrapassar.

 

Martin Schulz deixou subentendido que se esses espinhos forem demasiadamente grandes para serem ultrapassados, então a forma como a Europa irá apoiar a população grega poderá ser através da execução de um programa de ajuda humanitária que permita suster o caos social que já se vive no país, nomeadamente desde que foi decretado o controlo de capitais e o encerramento dos bancos.

 

Esta posição assumida pelo presidente do Parlamento Europeu confirma Schulz como um dos responsáveis europeus que se coloca mais distante das posições assumidas em Atenas. Depois de na quinta-feira passada ter aludido à eventual necessidade de a Grécia nomear um governo de perfil tecnocrata caso o "sim" vencesse o referendo, já este domingo ameaçou com a possibilidade de ser necessária a introdução de uma nova moeda caso vencesse o "não". 

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