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Secretário-geral da CGTP diz que salários devem ser descongelados em 2017

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, diz em entrevista ao jornal Público que os salários e as carreiras devem ser descongelados em 2017, sublinhando que as reivindicações dos trabalhadores não são "como as obras de Santa Engrácia".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 07 de Novembro de 2016 às 09:35
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"Os salários e as carreiras devem ser negociados para serem implementados em 2017. As condições em que isso será feito dependem das negociações. A aplicação dos resultados é para ser em 2017, desejavelmente em Janeiro", diz o secretário-geral da CGTP.

 

Na entrevista ao Público, Arménio Carlos recorda que a troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) "já saiu em 2014" e recorda que o fim da austeridade faz-se com medidas concretas.

 

"Não nos podem dizer que em relação às carreiras e aos salários não há alternativa", exemplifica o dirigente da central sindical.

 

Questionado sobre o conjunto de direitos retirados aos trabalhadores durante o programa da troika, Arménio Carlos frisa que é fundamental também a "revogação" da norma de caducidade da contratação colectiva.

 

Neste sentido, o secretário-geral da CGTP refere que à mesa das negociações as associações patronais e as organizações sindicais não estão "plano de igualdade" porque, acusa, os patrões têm um instrumento de pressão que lhes permite "chantagear, colocando um conjunto de propostas" para fazer ceder os sindicatos.

 

"Retire-se a caducidade, coloque-se os sindicatos e as associações patronais em plano de igualdade na mesa das negociações e as coisas vão evoluir", pede Arménio Carlos.

 

No contexto do Orçamento do Estado, em discussão na Assembleia da República, Arménio Carlos diz que a CGTP valoriza todas as medidas que visam repor e melhorar os direitos mas que se "deve ir muito mais longe".

 

"Não é admissível que os salários e as carreiras profissionais dos trabalhadores da administração pública continuem congelados. Consideramos que a manutenção desta medida é uma amputação do direito de negociação", reforça.

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