Economia SEF denuncia venda de vagas de atendimento ao Ministério Público

SEF denuncia venda de vagas de atendimento ao Ministério Público

Houve "um anormal volume de acessos ao sistema de agendamentos SAPA", nomeadamente em 26 de abril e 8 de maio, "após a libertação de 2.000 vagas", que foram preenchidas num curto período de tempo.
SEF denuncia venda de vagas de atendimento ao Ministério Público
Correio da Manhã
Lusa 20 de agosto de 2019 às 18:47
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou esta terça-feira que apresentou uma participação ao Ministério Público, por indícios de crime de auxílio à imigração ilegal, devido à alegada venda de vagas de atendimento em portais de anúncios classificados.

A participação foi apresentada em maio, aguardando o SEF o "rápido apuramento de responsabilidades", na sequência de informações de que "estariam alegadamente a ser vendidas vagas de atendimento nos serviços através de 'sites' de anúncios classificados 'online'".

Em comunicado, o SEF refere a "utilização abusiva" do Sistema Automático de Pré-Agendamento (SAPA) através de sistemas informáticos (chamados 'bots', que simulam ações num computador) e "suspeitas fundadas da captura de vagas por parte de particulares, com base em 'encomendas' de pacotes de prestação de serviços que incluem o agendamento e a preparação do pedido a apresentar ao SEF".

Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, houve "um anormal volume de acessos ao sistema de agendamentos SAPA", nomeadamente em 26 de abril e 8 de maio, "após a libertação de 2.000 vagas", que foram preenchidas num curto período de tempo.

Face ao sucedido, o SEF decidiu condicionar a libertação de vagas no sistema informático de marcações e ativar a funcionalidade "reCAPTCHA" (sistema de caixa de diálogo) na página de autenticação do portal SAPA, lamentando "as perturbações e os constrangimentos" nas marcações feitas pelos utilizadores.



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