Política Seguro: “Quanto mais depressa fizermos a reforma do IRC melhor”

Seguro: “Quanto mais depressa fizermos a reforma do IRC melhor”

Líder do PS aceita o repto do Governo, mas reclama reforma fiscal alargada, que inclua descida do IVA na restauração. Seguro revelou também capacidade de sintonia sobre onde e como deve ser prioritariamente investido o novo ciclo de fundos europeus.
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Eva Gaspar 30 de julho de 2013 às 17:58

António José Seguro respondeu favoravelmente ao repto lançado nesta terça-feira pelo primeiro-ministro, frisando que, no entendimento do maior partido da oposição, “quanto mais depressa fizermos a reforma do IRC melhor será para o país”.

 

Depois de ter afirmado que a “previsibilidade e estabilidade” do quadro fiscal é condição essencial à captação de investimento nacional e estrangeiro necessário ao relançamento da economia e do emprego, o líder do maior partido da oposição disse ter consciência de que o contributo do PS é “indispensável”, assegurando que o “PS não faltará às suas responsabilidades”.

 

“Marcaremos presença nesse debate”, disse, advertindo que quer um entendimento sobre a reforma fiscal que vá além da descida do imposto sobre os lucros das empresas, e passe pela descida do IVA na restauração (medida recentemente aceite pela troika para a Grécia), pela redução dos impostos para os lucros reinvestidos e por crédito fiscal para os capitais próprios colocados nas empresas.

 

Pedro Passos Coelho disse esta terça-feira que, em matéria de redução de impostos para as empresas, Portugal deve ser “ambicioso”. Isso significa que a taxa de IRC pode baixar até 17% em 2018 e ficar muito aquém disso em 2020, disse o primeiro-ministro, ao convidar o PS para um acordo de longo de alcance.

 

Discursando no quadro da moção de confiança apresentada pelo Governo, António José Seguro deu também indicações de que haverá  condições para um entendimento com o Governo sobre os critérios e as áreas prioritárias de investimento do novo ciclo de fundos comunitários (o sucessor do QREN, que vigorará entre 2014-2020 e que será dotado de cerca de 27 mil milhões de euros).

 

Mas o líder socialista fez também questão de precisar que estes acordos terão de ser pontual e concretamente negociados no quadro parlamentar. "Os portugueses sabem que podem contar com a disponibilidade do PS sempre que esteja em causa o interesse nacional mas também sabem que rejeita qualquer tipo de união com o actual Governo", disse, depois de ter deixado claro que votará contra a moção de confiança apresentada pelo Governo que considera traduzir uma "encenação, um passe de mágica e um faz de conta". Diz Seguro que o novo Executivo, agora remodelado, é “igual ao velho” e continua a ser o Governo “da espiral recessiva e do milhão de desempregados”.




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