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Seguro apela ao Governo e à Europa para agir em vez de "correr atrás do prejuízo"

O candidato a secretário-geral do PS afirmou que "já tocaram as campainhas", o que "demonstra a falência da maneira como a Europa tem lidado com os problemas da crise".

Lusa 17 de Julho de 2011 às 16:07
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O candidato a secretário-geral do PS, António José Seguro, apelou hoje, na Figueira da Foz, ao Governo e à Europa para agirem em vez de “correrem atrás do prejuízo”.

Num encontro com militantes e simpatizantes socialistas, António José Seguro exemplificou com a posição da União Europeia (UE) no último Conselho Europeu, que decorreu em junho, que “não soube resolver o problema da Grécia”.

Agora que a crise ameaça a Itália, o candidato afirmou que “já tocaram as campainhas”, o que “demonstra a falência da maneira como a Europa tem lidado com os problemas da crise”. Para Seguro, a UE “não resolve” os problemas, mas “prefere lindas palavras, reage em vez de agir” e “está sempre a correr atrás do prejuízo”.

O mesmo diz passar-se com o Governo português. Se fosse primeiro-ministro, o socialista salientou que não ficaria “no gabinete do Palácio de São Bento a dizer que ‘me tinham dado um murro no estômago’”.

António José Seguro referiu que “teria tomado a iniciativa de ir falar com outros governantes europeus para que pudesse existir uma concertação”, de modo a que o próximo conselho europeu (quinta feira) “responda eficazmente e dote a UE de instrumentos para que a política económica ajude a contrariar esta política de receita única”.

Por isso, defendeu que na próxima quinta feira, a Europa “tome decisões concretas no novo Conselho”.

“O governo português tem de se preparar e tem de agir. Uma das primeiras coisas que tem de fazer é fundamentar muito bem a sua proposta de negociação das perspectivas financeiras para o período 2014/2020”, acrescentou o socialista.

O candidato à liderança do PS considerou ainda que esta política de austeridade “não consegue criar condições para um crescimento económico sustentável dos países que, neste momento, mais carecem”.

Ao considerar que a Europa tem sido “negligente e, em alguns casos, incompetente, na maneira como tem lidado com a crise”, Seguro adiantou ainda que UE “precisa ser dotada de uma governação económica e política”.

António José Seguro disse também que a UE “não pode ter apenas um orçamento para corrigir aquilo que são as divergências de desenvolvimento regional”.

O socialista defendeu, porém, um orçamento europeu para poder “criar um maior desenvolvimento do ponto de vista europeu, uma maior coesão territorial e social e, ao mesmo tempo, poder fazê-lo com a correção dos desequilíbrios económicos”.

Lembrando que as declarações do Presidente da República vão ao encontro do que tem defendido, Seguro referiu que “parte dos problemas já só podem ser resolvidos no âmbito europeu”, não que Portugal “não seja capaz de os resolver”, mas “sendo membros de uma União Económica e Monetária, tem de ser no centro dessa união que alguns dos problemas têm de ser resolvidos”.

Ao defender a ideia do regresso ao projecto inicial da Europa de “solidariedade e coesão”, o socialista criticou ainda que “não é aceitável que exijam elevadas taxas de juro” a Portugal e que “sejam países da UE que ganhem com essas elevadas taxas de juro, muitas das vezes mais altas do que aquelas que são praticadas pelos mercados financeiros em que esses países se refinanciam”.
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