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Seguro critica Passos e a sujeição à tirania do dinheiro e dos mercados

O secretário-geral do PS fez hoje um discurso contra "a tirania do dinheiro e dos mercados" e acusou Passos Coelho de ser um primeiro-ministro que apenas tem como saídas para a crise o empobrecimento e a emigração.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 20:09
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António José Seguro falava na sessão de apresentação do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP), entidade que substituirá o gabinete de estudos do PS e que tem como objectivo preparar um programa político para apresentar nas eleições legislativas de 2015, tendo como horizonte de aplicação 2024.

No seu discurso, que durou cerca de 25 minutos, o secretário-geral do PS fez basicamente a defesa do Estado social contra lógicas neo-liberais e criticou o caminho seguido pelo actual Governo.

Segundo Seguro, Portugal é governado por "um líder de braços caídos, como o actual primeiro-ministro, que representa o oposto do que se exige a todos".

"Como pode um povo ser governado por alguém que aponta como saídas para a crise o empobrecimento e a emigração?", questionou o líder socialista.

Em termos de doutrina política, Seguro fez um violento ataque à lógica neoliberal, que apelidou de "tirania do dinheiro e dos mercados".

"Os mercados financeiros criaram os seus próprios instrumentos, capturaram o Estados e impõem a sua receita. Consequência: Recessão económica, mais desempregados, mais precariedade, mais pobreza e mais exclusão social", sustentou o secretário-geral do PS, antes de deixar uma advertência.

"A democracia não pode sobreviver perante tamanhas injustiças face a tantas desigualdades, perante o declínio da classe média, face a partidos distantes dos problemas das pessoas e confrontada com a geração mais qualificada de jovens portugueses cujo desemprego atinge os 35 por cento", apontou.

Como alternativas, Seguro propôs genericamente "o caminho da qualificação, da criatividade, da inovação, da investigação e da aposta nas energias verdes, num discurso em que também defendeu a componente pública dos sistemas de saúde, de educação, de Segurança Social e o acesso à justiça.

"Sectores como a saúde, a educação, a Segurança Social e a Justiça não podem estar sujeitos aos critérios do mercado ou funcionarem como assistencialismo ou caridade, apanágio do actual Governo", afirmou em nova crítica dirigida ao executivo PSD/CDS.



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