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Seguro quer saber porque não pode haver "mais um ano para consolidar as contas públicas"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, criticou ontem o primeiro-ministro pelo facto de Portugal não poder beneficiar de mais um ano para consolidar as contas públicas, dando o exemplo de Espanha.

Lusa 01 de Julho de 2012 às 17:14
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"Aquilo que mais me revolta é ver outros primeiros-ministros, que tomaram posse depois do actual primeiro-ministro, como aconteceu com o primeiro-ministro em Espanha, e que já conseguiu mais um ano para proceder à consolidação das contas públicas", disse António José Seguro no encerramento do XV congresso federativo do PS/Porto.

Segundo o secretário-geral do PS, aquilo que todos em Portugal perguntam é "porque o primeiro-ministro português não defende os nossos interesses, os interesses de Portugal, e porque é que nós não podemos beneficiar de mais um ano para consolidar as contas públicas?"

António José Seguro prosseguiu a intervenção questionando "e a prioridade ao emprego e ao crescimento económico?", acrescentando: "Lembro-me de muitos, que hoje se renderam à defesa desta prioridade e que no passado diziam isso é coisa de socialistas. É verdade, defender o emprego e o crescimento económico é coisa de socialistas, é coisa de homens e de mulheres de esquerda, é verdade", sublinhou.

Rejeitando mais medidas de austeridade, Seguro recordou os dados divulgados esta semana que dão conta que "os objectivos dos 4,5% está hoje em risco, e que há uma derrapagem calculada, a manter-se esta trajectória, de dois mil milhões de euros".

"A pergunta que todos nós fazemos é o seguinte: tantos sacrifícios para isto? Tantos sacrifícios para afinal o Governo vir reconhecer que a sua receita é errada ou que foi incompetente a gerir os recursos públicos? Infelizmente, também aqui o primeiro-ministro ficou em casa", criticou.



Seguro quer vencer legislativas em 2015 por mérito do partido e não por demérito do Governo

O secretário-geral socialista traçou ontem o objectivo de, em 2015, vencer as legislativas, não por demérito do Governo de Passos Coelho mas por mérito do PS, acrescentando que "ninguém está dispensado" da luta autárquica de 2013.

"Conto com cada uma e com cada um de vós para esta grande tarefa, esta grande maratona que nos irá conduzir, de novo, ao poder em Portugal, não para exercermos o poder pelo poder, mas podermos executar, através de uma alternativa política, uma forma diferente de governar o nosso país", disse António José Seguro no encerramento do XV congresso distrital do PS/Porto, no Rivoli, no Porto.

O secretário-geral do PS foi peremptório: "É fundamental que o Partido Socialista se prepare para esse grande objectivo de 2015 de ganhar as eleições, não por demérito deste Governo - que já é muito esse demérito -, mas por mérito nosso, da nossa alternativa, das nossas ideias, da nossa proposta; é aí que queremos ganhar a confiança e o coração dos portugueses".

"Ninguém está dispensado dessa batalha e dessa luta [das autárquicas], porque é uma luta essencialmente local. Podem contar comigo, ao vosso lado, com a direcção nacional do PS para conquistarmos o maior número de câmaras municipais no distrito do Porto", disse à plateia.



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