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Senado vota hoje Plano Paulson com mais medidas para as famílias norte-americanas

O Senado dos Estados Unidos tem agendado para hoje a votação do Plano Paulson, que tem novas medidas face ao chumbado pela Câmara dos Representantes. Os seguros dos depósitos mais que duplicam e o pacote de benefícios fiscais é alargado.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 10:46
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O Senado dos Estados Unidos tem agendado para hoje a votação do Plano Paulson, que tem novas medidas face ao chumbado pela Câmara dos Representantes. Os seguros dos depósitos mais que duplicam e o pacote de benefícios fiscais é alargado.

De acordo com a Bloomberg, o Senado aceitou votar hoje à noite o Plano Paulson, sendo que este terá mais medidas exigidas pelos Republicanos, o que deverá assim viabilizar o apoio de mais responsáveis do partido do presidente George W. Bush.

O limite dos seguros dos depósitos sobe de 100 mil para 250 mil dólares, uma proposta temporária dos Republicanos que criticaram o Plano Paulson, considerando que este iria salvar o sistema financeiro à custa dos contribuintes americanos.

A legislação do Plano que será hoje votado no Senado incorpora também um alargamento de dois anos no pacote de benefícios fiscais, que representará para as famílias e empresas norte-americanas o pagamento de menos 149 mil milhões de dólares em impostos.

Esta é mais uma medida popular para os Republicanos, que deverá assim assegurar que o plano vai ser executado, permitindo avançar com o plano de salvamento do sistema financeiro de 700 mil milhões de dólares, que permitirá ao Tesouro comprar activos “tóxicos” dos bancos.

Dado que se prevê que os democratas e os republicanos do Senado aprovem o plano, cresce o optimismo de que também a Câmara dos Representantes do Congresso dê “luz verde” às medidas que Wall Street encara com uma “tábua de salvação” para superar a crise financeira.

Os políticos americanos que defendem o plano consideram que a sua não execução vai custar mais aos americanos do que os 700 mil milhões de dólares que este deverá custar.

“Cerca de um bilião de dólares desapareceu do mercado [na segunda-feira, dia em que a Câmara dos Representantes chumbou o plano] com a queda das bolsa”, disse o Senador Robert Bennet. Para este republicano, “são as pessoas comuns que estão a olhar para as suas pensões, que perderam um bilião de dólares. E perderam este dinheiro numa questão de minutos”.

A própria queda das bolsas serviu também de pressão para os políticos norte-americanos não voltarem a chumbar o Plano, uma medida que recebeu criticas umpouco por todo o mundo.

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