Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Será que as ostras vão voltar ao Tejo?

Foi hoje assinado um protocolo que visa efectuar um projecto-piloto para a investigação da viabilidade do crescimento de ostras no Tejo. Após uma ausência prolongada, a cultura da ostra vai regressar ao estuário do Tejo.

Andreia Major amajor@negocios.pt 08 de Fevereiro de 2012 às 16:48
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
O secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território orientou hoje a assinatura de um protocolo que visa realizar um projecto-piloto para a investigação da viabilidade do crescimento de ostras no Tejo, de acordo com um comunicado do governo.

O projecto-piloto pretende também avaliar a qualidade da água do estuário do Tejo para determinar se é adequada a produção comercial dos bivalves.

“É com grande satisfação que assistimos a este importante momento que poderá marcar o início do regresso da ostra ao estuário do Tejo, depois de uma longa ausência”, disse o secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, que esteve hoje na assinatura do protocolo do projecto-piloto “Condições de desenvolvimento da ostra portuguesa no Estuário do Tejo”.

Segundo Pedro Afonso de Paulo, o anunciado regresso da cultura da ostra ao estuário do Tejo representa “uma interessante oportunidade de desenvolvimento económico de uma produção que outrora colocou Portugal entre os maiores exportadores de ostra da Europa, assim como de criação de emprego, mas as mais-valias não se esgotam aqui”.

“Sobre a viabilidade da reintrodução da cultura da ostra no Tejo importa, por outro lado, destacar que resulta claramente dos avanços do País em matéria ambiental, nomeadamente da entrada em funcionamento dos diversos sistemas de tratamento de efluentes urbanos e industriais”, acrescentou Pedro Afonso de Paulo.

Curiosidades sobre as ostras do Tejo

Até à década de 70 do século XX a “ostra portuguesa” teve uma grande importância comercial, e entre 1953 e 1973 os estuários dos rios Tejo e Sado eram os maiores bancos naturais desta espécie na Europa.

Os estuários produziam todos os anos dezenas de toneladas de ostras destinadas maioritariamente à exportação, sobretudo para França, onde ganharam grande reputação, sendo ainda hoje recordadas pelos franceses como “Les portugaises”.

A partir de meados da década de 60, a ostra portuguesa começou a registar mortalidades muito elevadas, devido ao aparecimento de lesões nas brânquias e o crescimento anormal das conchas. Em meados da década de 70 a elevada mortalidade quase culminou no desaparecimento das ostras, e desde essa data não se voltou a tentar o cultivo no Tejo.

Com a realização do projecto-piloto para a investigação da viabilidade do crescimento de ostras no Tejo, poderão voltar a ser produzidas e comercializadas as famosas ostras “Les portugaises”.

Ver comentários
Saber mais rio Tejo ostras cultivo produção protocolo cultura
Outras Notícias