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Serviços dos EUA entram em contracção em Janeiro

O sector dos serviços norte-americano registou, inesperadamente, uma contracção em Janeiro, provocado pela quebra do sector imobiliário que deu origem a um arrefecimento dos gastos dos consumidores.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2008 às 14:15
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O sector dos serviços norte-americano registou, inesperadamente, uma contracção em Janeiro, provocado pela quebra do sector imobiliário que deu origem a um arrefecimento dos gastos dos consumidores.

O índice ISM para os serviços, responsável por cerca de 90% da economia norte-americana, caiu para 41,9 pontos, o nível mais baixo desde Outubro de 2001. Este valor compara com os 54,4 pontos registados no mês anterior. Uma leitura inferior a 50 pontos corresponde a uma contracção.

As quebras de vendas de casas, a descida dos preços dos imóveis, os problemas no sector financeiro, a subida de juros nos EUA no ano passado, a subida dos combustíveis, entre outros factores, provocaram uma diminuição dos gastos dos consumidores norte-americanos, o que se está a repercutir no crescimento económico e no desempenho do sector dos serviços.

As previsões têm apontado para que a economia dos EUA entre em recessão, depois da crise de crédito de elevado risco ter-se instalado nos mercados. Mesmo com as descidas de juro efectuadas pela Reserva Federal (Fed) norte-americana, as previsões apontam para que a economia dos EUA não consiga escapar a uma recessão.

Os últimos dados divulgados pelo Departamento do Comércio revelaram que o produto interno bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,6% no quarto trimestre de 2007, metade do esperado, num período em que o mercado hipotecário enfraqueceu mais e o consumo das famílias arrefeceu.

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