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Sete economistas europeus pedem a saída da Alemanha e da França do euro

Sete economistas, entre os quais o português João Ferreira do Amaral, o alemão Hans- Olaf Henkel e o francês Jean-Pierre Vesperini, juntaram-se para defender o desmantelamento da Zona Euro. Argumentam que o primeiro passo deve ser dado pela Alemanha e pela França e admitem que o euro se possa manter para os demais países.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 26 de Março de 2014 às 18:05
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A Zona Euro precisa de uma “solução que não obrigue nenhum país ou grupo de países a suportar o peso do ajustamento - e isso pressupõe um desmantelamento controlado da união monetária”. Essa desconstrução não tem de significar um retrocesso na integração europeia e pode até ser feita de modo a “revigorar o ideal europeu”.

 

Como? “A chave é assegurar que ela surge do núcleo económico e político da União Europeia”. Isso significa que “a Alemanha, maior potência económica da Europa, e a França, progenitora intelectual da unificação europeia, devem anunciar a sua saída simultânea do euro e readopção do marco e do franco. Isso provocaria a reapreciação imediata do marco – e possivelmente do franco - em relação ao euro”, que poderia até ser mantido pelos demais países.

 

Esta tese é defendida num texto conjunto publicado no “Project Syndicate”, um dos sites mais conceituados de opinião, por sete economistas europeus, entre os quais estão o português João Ferreira do Amaral, o alemão Hans-Olaf Henkel e o francês Jean-Pierre Vesperini.

 

“Os outros países membros teriam de decidir se querem manter o euro na sua forma amputada ou regressar às suas moedas nacionais, possivelmente atreladas ao marco ou ao franco. Independentemente da sua decisão , a competitividade dos preços das economias mais fracas da Zona Euro iria melhorar consideravelmente”, antecipam.

 

Em declarações ao Negócios, João Ferreira do Amaral, que tem defendido a saída “controlada” de Portugal do euro, esclarece que não mudou de opinião. “O que me parece importante é que Portugal saia da Zona Euro de forma unilateral se for necessário, ou em conjunto se isso for possível”. Segundo o que afirma, essa exigência é cada vez mais premente devido ao ritmo de redução da dívida pública que está previsto no Tratado Orçamental ao qual aderiram todos os países da União Europeia, à excepção do Reino Unido.

 

O professor de Economia do ISEG tem argumentado que ficar no euro será "ficar dependente da caridade da Europa". "Portugal vai ficar numa situação que não tem saída. Portugal não tem solução na Zona Euro. Ficaria com um crescimento muito baixo, vários anos de recessão, desemprego elevado”.

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